No universo dos jogos de celular (segmento “mobile”), os usuários mais atingidos foram os jogadores de Minecraft.
Já não é um conhecimento restrito a pouca gente que vários tipos de serviços digitais são visados por hackers criminosos. Porém, uma fonte de riscos não tão popular são os jogos online, de que cibercriminosos tem cada vez mais tirando vantagem para efetuar ataques virtuais.
Os jogos podem ser vetores de ameaças diferentes. Pode acontecer tanto por meio da distribuição de malware (vírus) quanto atingindo jogadores com golpes, como phishing ou ataque de engenharia social.
Portanto, assim como a internet para jogos é um fator fundamental, cada vez mais a segurança digital também torna-se uma preocupação bastante relevante para jogadores.
Vetores de risco variados
Embora haja muitas possibilidades de interação nos jogos online, alguns meios específicos são mais comuns para a disseminação de malwares e golpes. Versões modificadas dos jogos (os populares mods), códigos ou programas relacionados a jogos famosos são os vetores de riscos mais comuns nesse universo.
Um aspecto especialmente preocupante dessa nova tendência criminosa é a relativa facilidade de contágio. Porcentagens relevantes de jogadores online são menores de idade e/ou não estão devidamente equipados contra riscos digitais.
Quando se fala nos malwares, dois tipos de programas preponderam: vírus do tipo cavalo de Troia (“Trojan”) e adware, que rende receita publicitária a cibercriminosos com acessos a destinos indesejados.
Os jogos mais visados
Infelizmente, em análises recentes de especialistas, jogos francamente populares despontaram como importantes fontes de ameaças virtuais.
Minecraft é a principal dessas fontes, concentrando cerca de 70% dos ataques virtuais de jogos online. Com uma comunidade de jogadores robusta (atraindo muitas crianças e adolescentes) e múltiplas oportunidades de personalização de personagens e itens em mais de 20 anos de existência, o jogo é uma escolha natural para golpistas virtuais.
Em seguida, vêm Roblox e CS:GO como fontes de riscos, cada uma delas concentrando respectivamente 20% e 4% de ameaças virtuais observadas.
No universo dos jogos de celular (segmento “mobile”), os usuários mais atingidos foram os jogadores de Minecraft, concentrando cerca de 90% dos ataques. Em seguida, vêm os usuários de PUBG: Battlegrounds, Roblox e Baldur’s Gate – aglutinando 5%, 3% e 1% dos ataques.
Como evitar ataques
Embora não seja garantia de segurança, a adesão às seguintes medidas pode ajudar a prevenir os principais riscos virtuais de jogos online:
- Atenha-se às lojas oficiais: Plataformas grandes e reconhecidas como Steam, App Store (Apple), Play Store (Google), Amazon Appstore tendem a ser as mais seguras para baixar jogos e aplicativos.
- Atenção aos sites oficiais: No caso de jogos ausentes nas grandes plataformas, verifique se o site oficial é legítimo antes de fazer seus downloads.
- Evite pirataria: Programas piratas têm procedência não apenas duvidosa, mas geralmente criminosa. Além de obviamente antiético e ilegal, seu consumo abre perigosos precedentes contra a segurança individual.
- Equipe-se com ferramentas de segurança: Comprar e usar antivírus e VPNs não compromete o desempenho dos jogos e, adicionalmente, são definitivos para evitar ciberataques.
- Cautela com phishing: Links e arquivos de fonte desconhecida sempre devem soar um alerta em sua consciência. Lembre-se que mensagens de outros jogadores em chats de jogos também se enquadram nessa descrição, a fim de evitar cair em armadilhas de phishing, que são abundantes no Brasil.
- Vigilância paterna: Monitorar a atividade virtual de crianças e jovens raramente é uma tarefa trivial. No entanto, educar para interagir de certas maneiras e evitar outros comportamentos online é o mínimo necessário para barrar investidas de estranhos na internet.
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