O mercado de construção de data centers na América Latina deverá mais do que dobrar nos próximos cinco anos e alcançar US$ 6,93 bilhões em 2031, ante US$ 3,01 bilhões estimados para 2025. A projeção é da Arizton Advisory & Intelligence, que prevê crescimento anual composto (CAGR) de 14,92% entre 2026 e 2031.
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Segundo o estudoLatin America data center construction market, o avanço será sustentado pela expansão de aplicações de inteligência artificial, computação em nuvem, big data, Internet das Coisas (IoT), e-commerce, fintechs e plataformas de streaming, que elevam a demanda por capacidade local de processamento e armazenamento de dados.
Além do volume de investimentos, a consultoria estima que a infraestrutura em construção na região alcançará 2,13 milhões de pés quadrados de área e 536 MW de capacidade instalada até 2031.
Brasil lidera expansão regional
O Brasil segue como o principal mercado da região. De acordo com a Arizton, a penetração da internet no país já supera 86,5%, com mais de 184 milhões de usuários, o que sustenta o crescimento da demanda por serviços digitais, aplicações de IA e infraestrutura de data centers.
O estudo também destaca o avanço de mercados como Chile, Argentina, México e Colômbia, que vêm atraindo projetos de hyperscalers e operadoras de colocation.
Na Argentina, o governo tem promovido o país como um potencial hub global de inteligência artificial, apoiado em energia competitiva, disponibilidade de terrenos e políticas favoráveis a investimentos. Já o Chile avança com sua Estratégia de Transformação Digital 2035, voltada ao fortalecimento da economia digital e da cibersegurança.
Google investe US$ 500 milhões na República Dominicana
Um dos destaques recentes apontados pela pesquisa é o anúncio da Google de um investimento de US$ 500 milhões para desenvolver um novo hub internacional de intercâmbio digital na República Dominicana.
O projeto, anunciado em fevereiro de 2026, será o primeiro empreendimento desse tipo da companhia na América Latina fora dos Estados Unidos e reforça a estratégia das big techs de ampliar sua presença em mercados emergentes.
Sustentabilidade acelera projetos
O relatório destaca que a busca por neutralidade de carbono e o uso de fontes renováveis estão se tornando fatores decisivos na escolha de novos sites para data centers na região.
Em novembro de 2025, a Google firmou um acordo com a Mombak para adquirir 200 mil toneladas de créditos de remoção de carbono, apoiando projetos de restauração florestal na Amazônia com monitoramento baseado em IA.
Custos variam entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões por MW
Segundo a Arizton, o custo de construção de data centers na América Latina varia entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões por megawatt (MW), dependendo de fatores como preço do terreno, disponibilidade de energia, mão de obra e inflação.
O estudo aponta que a maior parte dos investimentos continuará concentrada em data centers hyperscale e de colocation, acompanhando a expansão de provedores globais como Amazon Web Services, Microsoft e Google.
Operadores e investidores ampliam presença regional
Entre os principais investidores citados no relatório estão Ascenty, Scala Data Centers, ODATA, Tecto Data Centers, Cirion Technologies, Elea Data Centers e Equinix.
O levantamento também aponta a entrada de novos players, como CloudHQ, Ada Infrastructure e TECfusions.
Com a combinação entre demanda crescente por processamento de dados, disponibilidade de energia renovável e maior interesse de investidores internacionais, a América Latina consolida sua posição como uma das regiões mais promissoras para a expansão da infraestrutura digital global.
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