Pesquisa da Boa Vista Serviços mostra que 82% dos brasileiros aprovam o Cadastro Positivo e confiam nessa modalidade de avaliação para conseguir mais crédito.
Pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços, administradora do SCPC, mostra que 82% dos entrevistados avaliam o Cadastro Positivo de maneira otimista. O levantamento nacional foi realizado entre os dias 15 e 19 de agosto de 2011, em parceria com a APPM (empresa especializada em pesquisa), com 1.300 pessoas de todas as classes sociais em 709 municípios.
O levantamento, denominado “A Expectativa do Brasileiro sobre o Cadastro Positivo”, mostrou que 88% dos pesquisados consideram que a novidade será importante para o reconhecimento dos bons pagadores; e 79% acreditam que, com ele, o acesso ao crédito será facilitado.
Em paralelo, a pesquisa traçou o perfil de crédito do consumidor brasileiro, com informações acerca dos hábitos de pagamento e bancarização, entre outras, segmentadas por sexo, idade e renda, em todas as regiões do Brasil.
O estudo apoiou-se numa etapa preliminar realizada em maio – portanto, antes da aprovação da lei do Cadastro Positivo. Na comparação com a pesquisa de agosto, surge claramente um aumento expressivo do conhecimento sobre o assunto. Em maio, 11% afirmavam saber o que era o Cadastro Positivo, índice que saltou para 28% depois da lei sobre o assunto.
O Cadastro Positivo é valorizado, segundo a pesquisa, pois os futuros aderentes o consideram ferramenta de prestígio e de reconhecimento ao bom pagador. Esse ponto é importante para o consumidor, posto que o estudo da Boa Vista Serviços mostra que, entre os sonhos dos brasileiros – principalmente nas classes C e DE, que têm crescido em ritmo intenso nos últimos anos – destaca-se crédito facilitado para aumentar o poder de compra de bens até então inacessíveis.
O crédito tornou-se mais importante nos últimos anos com o acesso das classes de menor renda a empréstimos. A pesquisa revelou que 72% dos brasileiros são bancarizados , o que lhes facilita a porta de entrada para obterem crédito nas instituições financeiras. Esse acesso cresceu inclusive nas classes C e DE. Nessas camadas de renda mais baixa, no entanto, há grande espaço a conquistar em relação ao crédito. Conforme apresentado na pesquisa da Boa Vista Serviços, uma parte significativa das classes C, D e E ainda busca maneiras informais de obtenção de empréstimos: 38% declaram comprar fiado.
O Cadastro Positivo é considerado importante ferramenta para que esse acesso seja ampliado. O levantamento mostrou que 45% dos entrevistados não têm como comprovar renda para conseguir fazer empréstimos. Praticamente 80% dos entrevistados nas classes D e E não têm carteira assinada, e 61% das classes D e E não podem comprovar renda.
É com base nesses dados que o Cadastro Positivo é visto como uma alternativa importante para obtenção de crédito. De acordo com o levantamento, com a inclusão no banco de dados das informações positivas, na visão do entrevistado, o consumidor sente-se prestigiado, reconhecido e aumentam suas chances de conseguir empréstimos. Por isso, aumenta também a tendência de autorização do consumidor para que as suas informações constem no Cadastro Positivo.
O Cadastro Positivo foi implantado pelo Projeto de Lei 12.414, e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, em 9 de junho de 2011. A nova lei estabelece que o consumidor deve autorizar formalmente a inserção de suas informações no banco de dados em que são registrados os compromissos financeiros e de pagamentos relativos às operações de crédito e obrigações de pagamento liquidadas ou em andamento.
“A aprovação em relação ao Cadastro Positivo cresce à medida que o consumidor tem mais informações sobre o assunto”, afirma Mata Machado, diretor executivo da APPM. A comparação entre as respostas, dadas antes e depois de serem informados sobre o tema, mostra de maneira clara essa diferença. Entre os entrevistados, 43% dos que consideravam a novidade “regular” passaram a avaliá-la como “ótima e boa”, depois de receber as informações. Além disso, 15% dos que a consideravam “ruim ou péssima” passaram a avaliá-la “ótima” ou “boa”. Adicionalmente, 59% dos que inicialmente não souberam avaliar o Cadastro Positivo passaram a considerá-lo, depois de informados sobre o assunto, como “ótimo” ou “bom”. As classes C, D e E tiveram crescimento de 6% na avaliação positiva depois de terem maior conhecimento sobre o assunto.
Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, lembra que o conceito de Cadastro Positivo é aprovado pela população brasileira, especialmente quando bem explicado: “percebemos que o Cadastro Positivo será um incentivo para o consumidor ter e manter seu nome livre de débitos, diferenciando-se no mercado de consumo. A médio e longo prazo, acreditamos que isso irá gerar um círculo virtuoso em que todos se beneficiarão: consumidor, empresas, sociedade, cenário macroeconômico, resultando na inauguração de uma nova era de consumo em nosso país”, declara.
O executivo ressaltou também que a pesquisa mostrou uma das grandes tendências que se reverte em benefício para toda a sociedade: o crédito para as classes C e D deixou de ser incipiente para tornar-se uma realidade no cenário socioeconômico brasileiro. “O crédito para o brasileiro, mais do que um sinônimo de consumo, passou a significar ‘acesso’. Isso demonstra que, além dele adquirir poder de compra, ele também acredita que passa a pertencer, a ser considerado cidadão”, comenta Dourado.

