Durante o 7o DevCamp, evento voltado a desenvolvedores realizado sexta-feira passada (16/8) em Campinas (SP), desenvolvedoras da Dextra defenderam o uso de métricas de dados em projetos de desenvolvimento de aplicações. Na visão das especialistas, o uso dos dados pode mostrar as dores dos clientes e garantir o sucesso no lançamento de MVPs – soluções lançadas como testes.
Novo programa visa apoiar desenvolvimento de startups em fase inicial
Ana Veneziani, head of desing da Dextra, disse que é preciso coletar dados para dar suporte ao desenvolvimento, seja através de pesquisas de satisfação ou de dados de uso de outras plataformas. Com essas informações, é possível entender a jornada digital dos usuários de sua plataforma.
Jaqueline Zamboni, lead desing da Dextra, usou o caso de um cliente da Dextra que precisava de um cadastro mais fluído para usuários, com redução no tempo de aprovação – que chegava a 45 minutos. “A ideia era passar para um sistema em tempo real”, afirmou.
Durante o desenvolvimento, a equipe mapeou todo o processo de cadastramento e descobriu que 45% paravam no pré-cadastro porque não tinham dados na mão, como informações bancárias. “A decisão foi excluir esse processo e pedir os dados mais para frente”, explicou Jaqueline.
“Também mexemos com a nomenclatura de pendência de cadastro, para simplificar aos usuários o status de seu pedido e o que fazer quando não der certo”, complementou Ana. Segundo ela, o processo mostra que o desenvolvimento sem métricas entrega produtos que não vão resolver o problema.
Outro caso, trazido pela Ana, consistia na redução do custo com ligações no call center em 15%. “O maior custo eram os 40% dos clientes que ligam para saber o status do andamento do serviço. Eles não confiavam no status comunicado”, disse ela. Os processos do status também estavam ruins neste caso, tanto em questão de nomenclatura e sistema, mas somente a sua alteração já resolveu o problema.
Para Ana, extrair dados quantitativos é bom para descobrir o quão intuitiva a solução/processo é. “As métricas vão trazer os insights para a solução do negócio”, complementou Jaqueline.
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter e comente as nossas reportagens

