Casos de sucesso

Dialogic vê grande potencial no segmento de vídeo móvel no Brasil

Depois de desenvolver aplicações para o mercado de voz, empresa espera que, com a popularização da telefonia 3G, serviços como videomail, videoportais e videocallcenter passem a fazer parte do dia-a-dia dos usuários. Em visita ao Brasil durante esta semana, o vice-presidente executivo da Dialogic, Tim Murray, elenca os fatores principais para esta mudança: a produção de vídeos, que hoje pode ser feita inclusive por telefones celulares; e a substituição da tecnologia IVR (Interact Voice Response)pela IVVR (Interact Video Voice Response).

Depois de uma forte atuação no mercado de voz, a Dialogic, que fornece ferramentas para o mercado de telecom e foi adquirida em 1999 pela Intel, está voltando suas atenções para uma área considerada a segunda revolução do segmento: o vídeo. As aplicações, de acordo com a empresa, são inúmeras e, ao mesmo tempo, mercado brasileiro se bastante promissor, sendo responsável por mais de 50% do mercado latino-americano, calcula o diretor de vendas para a região, Giovanni Punzo.

O primeiro desafio foi justamente mudar de área, de acordo com o vice-presidente executivo, Tim Murray, que visita o Brasil nesta semana. Ele elenca três fatores principais: os vídeos, que hoje podem ser criados a qualquer hora e lugar, e não há controle sobre todo esse conteúdo gerado, havendo inúmeros modelos de celular no mercado, alguns mais antigos e sem suporte à exibição de imagens em movimento. A tecnologia IVR (Interact Voice Response), considerada já amadurecida pela empresa, deu lugar à IVVR (Interact Video Voice Response). "Para garantir o desempenho das soluções, nós investimos 22% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento", afirma o executivo.

Atualmente, a companhia já tem uma atuação forte no País, com clientes como Vivo, Claro, Telemar e Tim. Em que pese o estágio inicial da adoção da telefonia 3G no Brasil, a expectativa é de que em um prazo de dois anos ela já esteja consolidade entre os usuários. Entre as possíveis aplicações, Murray cita videochat, videomail, vídeo-portais (com streaming de esportes, notícias, games, previsão do tempo e outros), vídeo-advertising (propagandas customizadas de acordo com o perfil dos clientes), vídeo-monitoramento do tráfego nas ruas e até vídeo-callcenter, que promete menos impessoalidade nos atendimento e permite demonstrar os passos necessários para resolver um erro no sistema operacional do computador, por exemplo.

O público-alvo principal desses serviços, segundo Punzo, são os jovens que têm entre 12 e 28 anos e já incorporaram o celular à sua rotina, por exemplo, postando vídeos na Internet ou se comunicando via mensagens de texto no celular. A expectativa da Dialogic é que, em um prazo que varia entre seis meses e um ano, as aplicações envolvendo vídeo caiam no gosto dos usuários.

A estratégia da Dialogic, que recentemente nomeou Ricardo Franco como seu primeiro executivo no Brasil, tem sido as vendas por meio dos 13 parceiros no mercado. A distribuidora é a CommLogik, que tem 1,7 mil canais ativos na América Latina, aproximadamente 40% deles no país.

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