Internet

Digitalização plena no Brasil depende de ecossistema saudável, diz presidente da Anatel

Para Carlos Baigorri, país tem uma grande oportunidade para se tornar uma referência mundial na digitalização e impulsionar a economia.

 

Recentemente o Ministério de Economia, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revelou uma projeção de que a utilização do 5G nas empresas, multinacionais e startups pode atingir R$ 101 bilhões até 2031, gerando mais de 22,8 milhões de empregos ao redor do mundo até 2025.

No mês de abril, a Anatel autorizou internet 5G pura em mais 282 cidades, para que as operadoras de telefonia possam implementar a infraestrutura de acesso à nova rede.

Durante a abertura do Painel Telebrasil Innovation, o Presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou que o Brasil tem uma grande oportunidade para se tornar uma referência mundial na digitalização e impulsionar a economia. Com o impulsionamento do 5G, o país pode ser o ponto de nascimento das novas aplicações de tecnologia de quinta geração.

 

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Para ele, é fundamental que o ecossistema digital tenha todos os elementos sustentáveis. “As empresas de telecom são essenciais para prestação de serviços digitais, oferecidos pelas plataformas. Mas sem essas plataformas, as companhias de telecomunicação também não teriam a demanda de hoje. E esses dois precisam do consumidor”, completa.

Na opinião do executivo, todos os agentes envolvidos no ecossistema digital precisam estar saudáveis para que a digitalização se expanda de acordo com o interesse da sociedade, mas isso está longe de acontecer. “Eu não vejo equilibrado esse ecossistema. Nós temos várias reclamações do setor de telecom, tanto dos grandes quanto dos pequenos, que fazem grandes investimentos em suas redes, como 4G, 5G ou rede de fibra óptica, e esses veem todo o tráfego sendo ocupado por algumas empresas de internet”, explica Baigorri.

Outro problema ressaltado pelo Baigorri é em relação ao pacote de dados do plano pré-pago ofertado ao consumidor, que muitas vezes fica refém da limitação imposta pelas operadoras e não consegue navegar na internet de forma plena.

“Hoje no Brasil, temos uma característica peculiar no mercado, aonde grande parte da população ainda usa plano pré-pago. E por usar esse modelo, tem uma limitação no seu pacote de dados. Uma pesquisa recente do Idec apontou que em média, uma semana por mês, os usuários do pré-pago ficam sem acesso à internet porque acaba o pacote de dados. No entanto, mais de 40% desse plano é consumido com material publicitário, como, por exemplo, um banner muito pesado”, ressalta o presidente.

Ele finaliza dizendo que é necessário fazer ajustes pontuais no ecossistema de telecomunicações, porque não está bom nem para empresas do setor e muito menos para o consumidor. “Temos que parar e discutir como reequilibrar esse ecossistema e deixar saudável. Anatel está sempre disposta a fazer esse debate para fomentar a conectividade no país, salienta.

 

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