O número de detecções de ataques de sequestro de DLL (também chamado de DLL hijacking) dobraram entre 2023 e 2025, crescendo 107% no período de acordo com dados da Kaspersky Security Network. Nesse tipo de ataque, cibercriminosos trocam um arquivo legítimo do sistema por uma versão falsa, que faz com que o próprio programa confiável execute um código malicioso sem perceber — o que torna a invasão difícil de detectar.
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O sequestro de DLLs (Dynamic Link Libraries) são usados tanto por criminosos comuns quanto por grupos avançados de espionagem digital (APT). As bibliotecas (DLLs) são arquivos de apoio que funcionam como pequenas caixas de ferramentas usadas por programas — nelas estão funções prontas para tarefas como mostrar imagens, imprimir ou conectar à internet.
No ataque de DLL hijacking, criminosos colocam uma versão falsa de arquivos no lugar da original. Dessa forma, o programa, ao “pegar emprestado” a ferramenta, acaba executando sem saber que há um código malicioso escondido na biblioteca falsa. Como a função parece legítima e roda dentro de um processo confiável, é difícil para sistemas de segurança perceberem que trata-se de um ataque.
A Kaspersky observou variações dessa técnica em ataques direcionados a empresas da Rússia, África e Coreia do Sul, entre outras regiões.
Kaspersky aposta em IA para combater DLL hijacking
Para enfrentar o problema, a companhia aprimorou seu SIEM (Security Information and Event Management), plataforma usada por empresas para monitorar a segurança dos sistemas, com um subsistema de IA especializado em analisar continuamente todas as bibliotecas carregadas em um ambiente corporativo.
A tecnologia já mostrou resultados concretos: ajudou a detectar precocemente uma tentativa de ataque do grupo avançado ToddyCat, impedindo que causasse danos às organizações visadas. O mesmo modelo também identificou tentativas de infecção com um infostealer, um tipo de malware que rouba informações, e um loader malicioso, programa que instala outro malware no computador ou dispositivo.
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