Relatório do CGI.br aponta que 35% da população brasileira vê a web como principal forma de obtenção de algum serviço do governo.
Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) aponta que 35% da população brasileira usa serviços de governo eletrônico. Porém, mais da metade da população (56%) escolheria a internet para acessar os serviços de e-Gov na próxima vez que for necessário.
O relatório “TIC Governo Eletrônico 2010” tem caráter nacional e foi realizado com 3 mil pessoas acima dos 16 anos de idade e com 650 empresas. Foi elaborado por meio do Núcleo de Informações e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e conduzida pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).
Dos respondentes, 81% já fizeram algum uso dos serviços prestados. Mas, a forma de acesso aos serviços públicos mais utilizada continua sendo o atendimento presencial, com a preferência de 60% dos cidadãos. No entanto, quando a pessoa utiliza a tecnologia como mediadora do acesso aos serviços, 35% citaram a web como principal forma de obtenção de algum serviço.
Satisfação
Segundo o estudo, 91% dos cidadãos usuários de e-Gov declararam estar satisfeitos em relação aos serviços na web. Entretanto, o grau de satisfação e a predisposição ao uso não se refletem efetivamente na utilização. Entre as pessoas usuárias, os dados mostram que o uso direciona-se às buscas de informações e não à efetiva realização de transações. As atividades relacionadas aos serviços informativos chegaram a 90% das menções, enquanto que os serviços transacionais, 61%.
“Uso do e-Gov é esporádico e superficial”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br. Para ele, mesmo com os altos índices de satisfação apontados, existem oportunidades para melhoria dos serviços de governo eletrônico oferecidos pela internet, tanto na busca de serviços, quanto na facilidade da utilização.
Os fatores limitadores ao uso dos serviços do governo eletrônico também foram identificados. A principal barreira é a preocupação com a segurança dos dados (39%). Seguida pela dificuldade em encontrar serviços (29%) e a ineficiência do retorno às solicitações (28%). Já os não usuários abordam questões como preferência pelo atendimento presencial e a falta de habilidade com o computador, ambos com 48%.
No âmbito das empresas, ao contrário dos cidadãos, a internet predomina como canal de obtenção de serviços públicos. 79% utilizaram ao menos um dos serviços nos últimos 12 meses, enquanto somente 22% das companhias optaram pelo atendimento presencial.

