O Brasil já ultrapassa 48 milhões de acessos de banda larga fixa, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), consolidando o protagonismo dos ISPs na conectividade nacional. À medida que essas empresas ampliam sua base de clientes e incorporam serviços digitais, cresce também a complexidade operacional e a exposição a ameaças relacionadas ao uso indevido de credenciais, engenharia social e falhas humanas.
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Segundo o Gartner, os modelos tradicionais de segurança vêm sendo pressionados pelas mudanças no comportamento de uso da tecnologia, exigindo abordagens mais adaptativas e contextualizadas.
“A infraestrutura evoluiu rápido, mas o risco hoje não está concentrado só na rede. Ele aparece cada vez mais no comportamento de quem usa essa rede e passa a exigir outro tipo de abordagem em segurança”, afirma Glauco Sampaio, CEO da Beephish, especializada em gestão de riscos cibernéticos e prevenção a fraudes.
Historicamente, as estratégias de cibersegurança no setor de telecom priorizaram a proteção da rede e dos equipamentos. Com o crescimento dos provedores e a oferta de serviços agregados, essa abordagem já não é suficiente.
Hoje, boa parte dos incidentes começa em interações aparentemente legítimas, como o uso de credenciais comprometidas, acessos indevidos e decisões tomadas sob distração ou pressão. Em operações com milhares de clientes, essas ocorrências podem gerar aumento de chamados de suporte, interrupções e maior complexidade na gestão da rede.
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