
No dia 16 de novembro, o sistema de pagamentos Pix completou um ano de operação. Como forma de comemoração, o Banco Central (BC) liberou uma nova função, o Mecanismo Especial de Devolução. A novidade permitirá que o usuário que for vítima de fraude ou de falha operacional de bancos seja ressarcido.
CONTEÚDO RELACIONADO – Usuários do PIX estão na mira dos cibercriminosos
O Mecanismo Especial de Devolução padroniza os procedimentos para o processo de devolução. Antes dele, caso houvesse uma fraude ou falha operacional, as instituições envolvidas precisavam estabelecer procedimentos operacionais bilaterais para devolver o dinheiro. O BC argumenta que isso dificultava o processo e aumentava o tempo necessário para análise do caso.
O BC já havia anunciado essa função em junho, quando editou uma resolução que permitiria que ela pudesse ser implementada. De lá para cá, os bancos puderam adaptar seus sistemas para implementar a solução.
Outras soluções também devem ser implementadas este mês. A partir do dia 29 estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a obtenção de troco em estabelecimentos comerciais e outros lugares de circulação pública.
No Pix Saque, o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que ofertar o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados quanto da própria instituição financeira. Nessa modalidade, o correntista apontará a câmera do celular para um QR code, fará um Pix para o estabelecimento ou para a instituição financeira e retirará o dinheiro na boca do caixa.
O Pix Troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. O cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.
Estatísticas do Pix
De acordo com números do Banco Central, em menos de três meses de operação, o Pix superou as operações de TED e do DOC somadas. A partir de abril passado, suas transações ficaram acima também dos boletos. E no, final de outubro, o Pix já respondia por 72% das operações, considerando TED, DOC, TEC, boleto e cheque, foram 1,2 bilhão de transações no mês. A quantidade de operações Pix já ultrapassou outros meios como cartão pré-pago, transferência intrabancária e débito direto.
São 348,1 milhões de chaves cadastradas, divididas da seguinte forma: 121,2 milhões de chaves aleatórias, 93,8 milhões de CPFs, 76,1 milhões de números do telefone celular, 50,6 milhões de e-mails e 6,4 milhões de CNPJs.
O recorde de transações diárias aconteceu há pouco tempo. No último dia 5 de novembro, 50 milhões de operações foram realizadas. No total, já foram 7 bilhões de transações, com um volume financeiro movimentado de R$ 4,1 trilhões.
Com informações do Banco Central e Agência Brasil.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e Twitter.

