Internacional

Emissoras de TV dos EUA são contra o projeto de banda larga

Empresários não querem liberar parte do espectro, destinados à transmissão em celular, para as operadoras.

As emissoras Ion Media, Nexter, Sinclair e Lin TV, além de cerca de 500 outras empresas do setor estiveram no Congresso norte-americano, em Washington para fazer lobby com senadores. Segundo informações de pessoas envolvidas, as empresas de mídia dizem depender do espectro para oferecer a transmissão de televisão ao vivo por maio de celulares. Por outro lado, a Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos (FCC) alega que “operadoras como a AT&T, por exemplo, precisam de mais ondas para aliviar a transmissão de dados gerados por smartphones, como o iPhone”, exemplifica que, segundo o órgão, o tráfego de dados dobra anualmente.
 
“Quando a tempestade de neve atingiu Washington, as pessoas foram correndo ao seu iPhone para saber o que aconteceu? Não elas ligaram seus televisores”, argumentou Perry Sook, CEO da Nexstar, esmissora que controla 62 estações de televisão nos EUA. A ideia de usar esse espectro faz parte do plano nacional de banda larga da FCC.
 
Para a comissão, que solicita cerca de 40% do espectro das emissoras, não haveria problema já que essa parte do espectro não é usada atualmente. Além disso, o governo os compensaria com uma porcentagem, ainda não especificada, da receita gerada pelo uso desse espaço com tráfego de dados.
 
Contudo, as emissoras estão resistentes sobre a argumentação do governo e insistem em separar o espectro para televisão ao vivo via smartphones. “Eu aprecio a meta da FCC de querer fornecer banda larga para todo o país, mas pessoalmente acredito que a TV móvel deve fazer parte disso”, anunciou Brandon Burgess, CEO da Ion Media, baseada na Flórida.
 

O plano da Comissão ainda precisa de aprovação do Congresso norte-americano e, segundo analistas, a discussão promete continuar até lá. Para Rick Boucher, do comitê de Energia, Comércio e Comunicação, a maioria dos senadores apoia as empresas midiáticas. Contudo, de acordo com a analista de Washington, Rebeca Arbogast, os CEOs das emissoras devem ceder boa parte, pelo menos, do espectro para a FCC.

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