A Eseye, empresa de soluções de conectividade de internet das coisas (IoT), lançou o Relatório de Previsões IoT 2025 e aponta como as operadoras podem dominar esse mercado, além do que acontece com as redes NB-IoT, cujo potencial de receita é limitado. O relatório também destaca a tendência do AIoT e seu papel na conectividade.
O NB-IoT está em declínio
Posicionado como uma solução de conectividade de baixo custo e baixo consumo de energia, o NB-IoT está perdendo força atualmente devido à baixa adoção mundial, aos crescentes altos custos de infraestrutura e às dificuldades de compatibilidade com modems. Apesar de suas vantagens técnicas, o NB-IoT não alcançou a massa crítica necessária para sustentar a infraestrutura para mantê-lo vivo. Grandes operadoras como a AT&T descontinuaram o suporte em 2025 e a perspectiva é de outras operadoras devem seguir o exemplo, preferindo LTE e 5G, pois são mais versáteis, viáveis economicamente e amplamente adotados.
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No Brasil, as tecnologias que cobrem grandes áreas com baixa potência (LPWA – Low Power Wide Area), como Sigfox, LoRa, LTE -M/CAT-M e NB-IoT estão presentes em diversas proporções, variando de acordo com operadoras e cidades. O estudo aponta que, atualmente, o NB-IoT cobre praticamente todas as cidades brasileiras graças a um trabalho vigoroso das três principais operadoras nacionais, Vivo, TIM e Claro. Dos 5.570 municípios brasileiros, 5.497 têm cobertura NB-IoT, o que corresponde a 99,8% da população brasileira. O desafio, agora, é fazer com que o mercado realmente utilize esta tecnologia.
Operadoras devem evoluir se quiserem continuar a ter controle do mercado
As plataformas IoT tradicionais carecem de flexibilidade para dar suporte à conectividade global multioperadora dos eUICC (Embedded Universal Integrated Circuit Card) para clientes corporativos. Isto cria uma necessidade urgente para as operadoras adotarem novas soluções que tragam uma maneira de ajustar dispositivos IoT de clientes para que fiquem “na rede” em mais de 16 grandes redes móveis, além de fornecer acesso a 800 redes adicionais via roaming.
O relatório traça uma perspectiva de que uma nova geração de plataformas IoT para operadoras que acabam com os problemas de roaming e possibilitam ajustes compartilhados e gestão global de eSIMs. Isso permitirá que as operadoras sejam competitivas e ofereçam soluções de conectividade global flexíveis, estáveis e altamente escaláveis, enquanto mantêm os seu importante relacionamento com os clientes existentes.
A ascensão do AIoT – o verdadeiro divisor de águas para a conectividade IoT
O relatório defende que a convergência entre Inteligência Artificial (IA) e IoT, conhecida como AIoT, vai reescrever o manual de conectividade IoT em três áreas críticas: processamento no dispositivo, integração entre diferentes sistemas (application layer) e integração entre diferentes redes (network layer).
Um exemplo de uma solução IoT que já utiliza IA para permitir o gerenciamento da conectividade em tempo real é o software de conectividade inteligente AnyNet SMARTconnect da Eseye, que permite que os dispositivos respondam de forma intuitiva a problemas de conectividade, otimizando, assim, o seu desempenho.
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