De acordo com o Ibope, assunto foi pico no total de mensagens trocadas entre usuários de redes sociais, fóruns e microblogs.
O debate em torno das eleições comprova que o poder de reação em cadeia das mídias sociais é uma realidade. Um estudo da ferramenta BuzzMetrics, idealizado pelo Ibope Nielsen Online para diagnosticar a situação de uma determinada marca ou assunto nas redes sociais, joga luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e ratifica a rede como grande aliada para angariar apoio.
Por meio da ferramenta, a empresa verificou a evolução da participação do tema eleições no meio digital desde o início oficial da campanha eleitoral, dia seis de julho. O assunto alcançou um pico de mensagens no Brasil em blogs, fóruns, grupos de discussão e no Twitter, no dia 18 de agosto, data do primeir
o debate eleitoral online entre os presidenciáveis.
O BuzzMetrics apontou ainda outros dois grandes picos de mensagens: um deles foi no dia seguinte ao primeiro debate realizado pela televisão aberta entre os candidatos a presidência, e quando a candidata do PV, Marina Silva, foi entrevistada em um telejornal, cinco dias depois. Por meio da ferramenta ainda é possível verificar que no total de mensagens em torno do debate na web, a candidata do PT, Dilma Roussef, aparece em primeiro lugar, seguida de José Serra (PSDB), Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).
Internet brasileira
Segundo o IBOPE, cerca de 67,4 milhões de brasileiros acessam a rede mundial. O número leva em consideração os acessos feitos em domicílios, escolas, universidades, trabalho, locais públicos e lan houses, no período de janeiro a dezembro de 2009.
Segundo a Internet Pop, realizada em novembro de 2009, 42% dos internautas brasileiros pertenciam à classe C, contra 48% das classes A/B e 10% da D/E. “Há dez anos, a participação da classe C entre os usuários de internet, representava 21% e, há cinco anos, 31%, o que comprova a crescente popularização do meio internet”, avalia Fábia Juliaz, CEO do Ibope Nielsen Online e diretora executiva do Ibope Media para a América Latina.
Atento a esses números, os principais partidos políticos do país apostam que as redes sociais serão peças-chave para conquistar votos. Pela primeira vez, a legislação brasileira permite a exploração das ferramentas online, consentindo doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais (como Orkut, Facebook e Twitter) ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

