Economia Digital

Febraban Tech 2025: equilíbrio distante entre transformação digital e ESG

Com uma adoção acelerada da inteligência artificial generativa, o setor bancário brasileiro se aproxima de um novo ponto de inflexão: ganhos em eficiência e inovação caminham lado a lado com desafios ambientais, pressões ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês)  e transformações profundas no mercado de trabalho. Este é o cenário em que ocorre o Febraban Tech 2025, de  10 a 12 de junho, em São Paulo.

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Cerca de 80% das instituições financeiras já incorporam IA em suas operações, segundo pesquisa da Febraban. Ao combinar atendimento, análise de crédito e automação, essas tecnologias prometem ganhos significativos de eficiência e personalização .

No entanto, esses avanços têm um custo energético elevado. Grandes modelos de linguagem exigem data centers robustos, intensivos em consumo de energia e água – uma preocupação crescente para os padrões ESG. Organizações como Capgemini e IBM recomendam monitoramento rigoroso de emissões e migração para infraestruturas mais sustentáveis.

ESG em xeque

O uso massivo de IA dentro dos bancos contribui para o crescimento da pegada ambiental do setor financeiro, que já é alvo de metas de neutralidade de carbono. Apesar da adoção de práticas ambientais, pouco se sabe ainda sobre o nível de rastreamento de consumo de energia e água nos modelos de IA usados pelos bancos — evidenciando fragilidades nas estratégias ESG.

Emprego e transformação

O impacto da IA generativa no emprego bancário é palpável:

Essa transição revela que, embora bancos substituam funções administrativas por papéis tecnológicos – como desenvolvedores e analistas de automação -, a geração de novos postos ainda não compensa as perdas nas vagas tradicionais.

Um balanço necessário

A adoção da IA genérica traz, sim, ganhos: maior eficiência, produtos financeiros mais customizados e potencial para inclusão digital. Mas impõe aos bancos responsabilidade social e Ambiental:

  1. Monitorar e reduzir o consumo energético dos algoritmos,
  2. Adotar fontes renováveis para alimentar data centers,
  3. Implementar políticas de reconversão de carreira, garantindo requalificação para trabalhadores impactados.

Somente com esse equilíbrio será possível conciliar inovação tecnológica, sustentabilidade e justiça social, valores cada vez mais valorizados pelo mercado e exigidos pela agenda ESG.

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