Febraban Tech 2024

Febraban Tech: É hora de avançar com a GenAI para serviços não explorados

A inteligência artificial generativa (GenAI) está no topo de tendência, o que indica que pode ser uma bolha prestes a estourar ou uma vantagem para quem adotá-la agora. A afirmação é de Raphael Melo, fundador da idwall e especialista em dados. Para ele, é hora de deixar soluções de chatbot que tentam imitar o ChatGPT para trás e começar a experimentar outras possibilidades que a tecnologia oferece.

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Em palestra realizada no Febraban Tech 2024, que acontece esta semana em São Paulo, Melo contou que uma experiência de personalização de equipes de UX era segmentar clientes com base em alguma categoria e entregar um app com layout específico para eles. Com a GenAI, a experiência de usuário pode ir muito além através da hiperpersonalização. “Informações sobre a jornada do usuário pode ser usada para criar uma interface exclusiva. Até 30% dos apps devem ser criados assim até 2026”, disse.

Os bancos, já conhecidos por sua rápida adoção de tecnologia, já avançam sobre IA generativa e 54% têm alguma aplicação do tipo, segundo Melo. Os quatro principais usos são para atendimento ao cliente, ferramenta de recomendação financeira (que normalmente serve como uma referência para os analistas e é usada diretamente com clientes em poucos casos), eficiência operacional e compliance, onde pode verificar a falta de adequação de processos à regulação, por exemplo.

O especialista ainda deu dicas sobre como empresas podem avançar projetos autorais de GenAI. O primeiro passo é identificar uma área que cumpra três pontos: possa ser parcialmente ou totalmente automatizada; tenha o maior volume dados utilizáveis (do ponto de vista regulatório e de organização); e que não apresente um risco ao negócio.

O segundo ponto é ter uma base de dados organizados. Segundo pesquisa, 45% das empresas ainda têm experiências fragmentadas, ou seja, falta integração e padronização de dados. Isso torna quase impossível de usar inteligência artificial, pois ela precisa ser treinada com dados consistentes para não falhar.

Outra dica é escalar uma equipe pequena, mas com muita experiência em codificação e com pelo menos uma pessoa que venha da área de negócios para guiar o projeto na direção certa. Por fim, é preciso definir objetivos e métricas (onde está e onde quer chegar).

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