2023 - FuturecomRegulamentação

Futurecom 2023: MCom prepara “blitz” da qualidade da telefonia móvel

(Brasília - DF, 02/01/2023) Cerimônia de apresentação do Ministro de Estado das Comunicações, Juscelino Filho. Fotos: Cléverson Oliveira/Mcom

Intenção é verificar, junto com Anatel e operadoras, áreas de sombra do serviço móvel e aumentar a qualidade da telefonia

Durante a abertura oficial do Futurecom 2023, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, disse que a pasta está preparando uma portaria para estabelecer o que ele chama de “blitz” da qualidade da telefonia móvel. Construída em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, segundo ele, ouvindo as operadoras, a intenção é ter uma política pública que ajude a acabar com áreas de sombra do serviço móvel.

“Em algumas partes do Brasil por onde a gente tem andado, nós temos ouvido reclamações na qualidade da prestação do serviço da telefonia móvel”, disse o ministro. Com a ajuda da Anatel, o ministério espera poder começar um trabalho de fiscalização das áreas com reclamações assim que a portaria for publicada, com expectativa para este mês de outubro.

A iniciativa do MCom devem começar pelas capitais e avançar pelas cidades maiores, contando com a presença das operadoras para localizar as áreas de sombra. Juscelino ainda explicou que a intenção é estabelecer regras de qualidade que devem beneficiar as operadoras que buscam aumentar seu padrão de qualidade.

“Isso também vai ao encontro da estratégia de aumentar a infraestrutura porque, naturalmente, onde não há essa qualidade no serviço, vai precisar ser colocado mais equipamento”, complementa.

Antecipação da universalização do 5G

Já na segunda-feira (2/10), o ministro havia falado sobre o desejo do governo em adiantar as metas de universalização do 5G para 2026 ou 2027. Juscelino Filho explica que ainda está em conversas iniciais com as operadoras e que não há nada fechado.

Ele destacou que o cronograma de investimento das operadoras é anual, o investimento em equipamentos é algo diluído com o tempo. O ministro diz que há a possibilidade de financiamento com dinheiro público via BNDES, mas tudo depende das discussões.

 

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