No passado, quando as equipes de negócios solicitavam novas aplicações ou serviços, as organizações de TI primeiro se perguntavam: “Como podemos construí-lo?”. Agora, a pergunta é “Onde podemos encontrá-lo?”. Nesse cenário, o Gartner prevê que, até 2025, 80% das empresas desligarão seus data centers tradicionais. Analistas indicam que, de fato, 10% das empresas já desativaram seus centros de dados.
Muitas corporações estão repensando o posicionamento de aplicações, com base na latência da rede, na quantidade de clusters por clientes e limitações geopolíticas – por exemplo, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia, além de outras restrições regulatórias, como a futura Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor ainda este ano no Brasil.
Ainda segundo o Gartner, as empresas com data centers mais antigos não desejam reconstruí-los ou criar novas estruturas desse tipo, sobretudo por conta dos altos custos. Eles preferem que outra pessoa gerencie a infraestrutura física. Os dados das principais métricas de Tecnologia 2019 do Gartner mostram que a porcentagem do orçamento de TI direcionado aos Data Centers diminuiu nos últimos anos e, agora, representa apenas 17% do total.
O serviço de colocation é frequentemente utilizado como substituto dos data centers tradicionais porque oferece maior disponibilidade, confiabilidade, níveis certificados de camada de construção, eficiência energética, gerenciamento de instalações dedicadas e capacidade de escala.
O que permanece no local são processos de negócios que são essenciais para a missão das empresas e que exigem maior supervisão e níveis de controle mais detalhados do que os disponíveis por meio de infraestrutura em nuvem e modelos hospedados.
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