A estratégia permite às empresas identificar, com bastante precisão, os locais de maior potencial para o consumo de um produto em um bairro, cidade ou região.
O Geomarketing é um braço de aplicação do geoprocessamento que possibilita a organização e a manipulação dos dados, referentes a clientes e mercado, a partir de um ponto de vista geográfico. “A estratégia permite às empresas identificar, com bastante precisão, os locais de maior potencial para o consumo de um produto em um bairro, cidade ou região”, afirmou Glória Amorim, responsável pela estruturação e operação dos departamentos de novos negócios e inteligência de mercado da Scopel Desenvolvimento Urbano, durante chat realizado pela CIM – Comunidade de Inteligência de Mercado – do Ibramerc (Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado), que teve como tema a ‘Organização dos dados para Geomarketing’.
A especialista explica que o geomarketing pode integrar todas as aplicações de marketing, seja B2B ou qualquer outra. “A importância do geomarketing está evidenciada nas ações de marketing, nos novos negócios, vendas, entre outras áreas, uma vez que as empresas utilizam cada vez mais as análises espaciais disponíveis no SIG (Sistema de Informações Geográficas), que contempla todas as informações relativas ao negócio”, aponta Glória.
Para ela, o tipo das informações coletadas pelo geomarketing pode variar de acordo com o segmento da empresa, “mas em geral é preciso levantar os dados demográficos, censitários, os pólos geradores, o fluxo migratório e, principalmente, as informações de mercado”.
Glia ressalta, entretanto, que a atenção deve estar totalmente voltada para o negócio, levando-se sempre em conta qual informação é relevante para a empresa. Vale também lembrar que para se compôr uma informação relevante os dados devem ser precisos, confiáveis, simples e verificáveis. “É fundamental a organização dos dados, pois uma coisa é um banco de dados, outra coisa é um bando de dados”, finaliza a executiva.

