VoIP

GIPS terá operação direta no Brasil em 2008

De passagem por São Paulo, Jose Burgos, diretor de vendas da GIPS, fala ao Canal VoIP sobre as parcerias locais e os planos da empresa para o Brasil e a AL. Em aliança com a empresa mineira ComunIP, a companhia alinhava parceria com seis empresas no País, além da parceria com a GVT, divulgada na última semana.

Na equipe da Global IP Solutions (GIPS) desde fevereiro de 2007 e de passagem por São Paulo, Jose Burgos, diretor de vendas da empresa para América Latina e Caribe, revela, em entrevista exclusiva ao Canal VoIP, que a América Latina tem uma importância fundamental para a expansão mundial dos negócios da companhia.

Fundada em Estocolmo, na Suécia, a desenvolvedora de soluções que melhoram a qualidade de ligações VoIP aposta na popularização da banda larga e no aumento do número de computadores, na região, como alavancas para o mercado de voz sobre IP.

“Escolhemos o Brasil, que deve estar dois anos à frente dos outros países latinos em tecnologia IP, para ser nossa base regional, através de uma filial aberta possivelmente em São Paulo no início de 2008”, revela.

A expectativa da empresa é que a região se torne, em poucos anos, a segunda em número de clientes GIPS, atrás da Ásia e EUA (empatados) e deixando para trás a Europa, berço da companhia.

Anunciada na semana passada, a parceria com a GVT foi apenas o início do que, segundo o executivo, será uma jornada de sucesso no País. “Em parceria com a ComunIP (desenvolvedora de soluções baseada em Belo Horizonte) estamos em negociação com seis companhias locais interessadas em nosso software. Também devemos anunciar, já nas próximas semanas, uma parceria com a Intelbrás para incluir nossa solução nos aparelhos VoIP e ATAs da companhia brasileira”.

Para Burgos, as oportunidades de mercado para as soluções GIPS não se restringem a operadoras VoIP e fornecedoras de aplicativos. Segundo o executivo, os conglomerados de telecomunicação (empresas que oferecem telefonia, banda larga e TV a cabo) são uma ótima oportunidade de massificar o VoIP, especialmente para o uso doméstico.

“Venho conversando com representantes dessas companhias no Brasil e estou fechando um contrato com uma empresa de TV por assinatura no Chile. Nosso público alvo inclui ainda clientes finais, como empresas de call center com mais de 20 usuários que precisam ter ligações telefônicas de qualidade”.

Nascido em Nova Iorque e com ascendência porto-riquenha, Jose Burgos, de 52 anos – onze deles dedicados ao mercado de telecomunicação, adquiriu know-how com passagens por empresas como Motorola, Lucent e consultoria para gigantes como Cisco e Nortel.

“Quando comecei nesse segmento, as ligações VoIP pareciam conversas em walk-talks. E mesmo com tantos chiados e cortes, os usuários ficavam felizes por conseguir falar a distancia pagando pouco. Passada essa fase de encantamento, os clientes se tornaram muito mais exigentes. Hoje o desafio das empresas de telefonia IP é oferecer uma ligação de qualidade superior à realizada via TDMA”.

A Global IP Solutions (GIPS) nasceu em 1999 nos laboratórios de telecomunicações de uma universidade pública de Estocolmo, pelas mãos de dois professores. De empresa pública na Suécia, a GIPS passou a operar como companhia privada nos Estados Unidos, de onde hoje gerencia cerca de 600 milhões de usuários finais em todo o mundo, o que resultará em um faturamento aproximado de US$ 25 milhões em 2007.

Com 76 funcionários – 40 deles Phds – a empresa desenvolve soluções que melhoram a qualidade de voz e vídeo em comunicações IP, com diminuição de 30% na perda de pacotes de tráfego na rede. Entre os clientes que incorporaram a tecnologia a seus produtos estão nomes de peso como Skype, Google, Nortel, WebEx, Yahoo!, AOL, IBM Lotus, EarthLink, TenCent e recentemente Oracle.

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