Chefe legal da empresa afirma que o bloqueio ao acesso de páginas web viola os direitos humanos e prejudica as companhias norte americanas.
O chefe legal do Google, David Drummond, exigiu mais pressão sobre os governos que censuram a internet, como a China e a Turquia, argumentando que o bloqueio ao acesso de páginas web viola os direitos humanos e prejudica as companhias norte americanas.
Esses comentários de Drummond poderiam afetar a delicada relação da China depois de a empresa ter amenizado a questão da censura com as buscas no país asiático.
“A censura da internet realmente é uma barreira comercial e opera dessa forma para as companhias norte americanas que fazem negócios com empresas estrangeiras” disse ele em uma reunião pública nas oficinas centrais do Google no Vale do Silício.
Além disso, o executivo explicou que se essa censura tivesse lugar no comercio físico e os bens manufaturados, “todos estariam dizendo que os acordos comerciais seriam violados de maneira significativa”.
Drummond ressaltou que uma quantidade crescente de países censura atualmente a internet por razões econômicas e políticas. Como exemplo indicou que o serviço de vídeos do You Tube, propriedade do Google, foi bloqueado em mais de vinte países, entre eles a Turquia.
“Temos uma grande oportunidade para pressionar alguns países, para que estes reconheçam que a liberdade na internet não é somente um valor fundamental, mas se você quiser ser parte da comunidade do livre comercio, terá de buscar uma forma para que a internet seja aberta”, manifestou o executivo.
Relação com a China
Em janeiro o Google teve uma relação complicada com as autoridades chinesas desde que anunciou que não censuraria os resultados das buscas na China Continental e acusou hackers chineses de conduzir ataques contra seu buscador e várias empresas norte americanas.
O incidente exacerbou as tensões entre Washington e Pequim, cujas relações já estavam tensas por desacordos em torno da divisa chinesa, a venda de armas norte americanas à Taiwan e as diferenças a respeito da situação do Tibet.

