Nacional

Governo federal sofreu quase 11 mil tentativas de invasão em 2019

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável por assessorar a Presidência da República em assuntos militares e de segurança, contabilizou mais de 10,9 mil tentativas de invasão a órgãos públicos do governo federal em 2019. Só em 2020, já são quase 1 mil ataques barrados. Os dados, divulgados pelo jornal O Estado de São Paulo, forçaram o governo a lançar a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada pelo Decreto 10.222, de 5 de fevereiro de 2020.

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Segundo o governo federal, a E-Ciber foi elaborada com o objetivo de responder ao aumento das ameaças e crimes cibernéticos, além de integrar as ações de segurança do setor público. A estratégia foi feita pelo Departamento de Segurança da Informação (DSI), do GSI, que organizou três grupos de trabalho, com representantes de mais de 40 órgãos públicos e privados, integrantes das infraestruturas críticas e da Academia, além da colaboração de especialistas no tema.

Foram especificadas 10 ações estratégicas, que são:

Fortalecer as ações de governança cibernética.

Estabelecer um modelo centralizado de governança no âmbito nacional.

Promover ambiente participativo, colaborativo, confiável e seguro, entre setor público, setor privado e sociedade.

Elevar o nível de proteção do governo.

Elevar o nível de proteção das Infraestruturas Críticas Nacionais.

Aprimorar o arcabouço legal sobre segurança cibernética.

Incentivar a concepção de soluções inovadoras em segurança cibernética.

Ampliar a cooperação internacional do Brasil em segurança cibernética.

Ampliar a parceria, em segurança cibernética, entre setor público, setor privado, academia e sociedade.

Elevar o nível de maturidade da sociedade em segurança cibernética.

A expectativa é que estas ações tragam maior segurança aos serviços prestados pelo governo por meio da Internet e proteção dos órgãos públicos frente a ataques cibernéticos, através da segurança de sistemas e infraestruturas críticas. Também é esperada a redução de prejuízos financeiros com o ciber crime e o aumento do número de projetos e de soluções em segurança cibernética, pelo maior alinhamento entre universidade e setor privado.

 

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