Regulamentação

GVT paralisa projeto de IPTV

Operadora aponta que o principal motivo é a demora na regulamentação federal e estuda formas de parcerias para fornecer conteúdo por DTH, mesmo que, a princípio, via video sob demanda.

A operadora de Telecom anunciou, no início da semana, uma pausa nos investimentos de plataforma IPTV no Brasil. O motivo é a demora da regulamentação do Projeto de Lei 29, que permite operadoras de telefonia transmitir programação de TV via estrutura de telecomunicações.

A GVT publicou uma declaração explicando o motivo da pausa. No entanto, a empresa não quis dar mais detalhes sobre o quanto essa demora da aprovação da Lei pode prejudicar o mercado de IP no Brasil. Confira na íntegra:

A GVT está preparada para lançar comercialmente sua oferta de IPTV no que diz respeito à rede, seleção de plataforma e fornecedores.

No entanto, como a aprovação do Projeto de Lei 29 que permite operadoras de telefonia transmitir programação de TV via estrutura de telecomunicações tem sido continuamente adiada, a empresa decidiu esperar para realizar os testes do serviço de IPTV até que o cenário esteja mais claro.

A GVT tem dois fornecedores selecionados por meio de RFP em julho do ano passado – a Cisco e a Ericsson e ao longo do último ano a empresa também fez uma ampla verificação das condições de sua rede, conduzida pela Alcatel, que indicou adequações necessárias em determinados pontos.

As adequações realizadas no período tornaram a rede apta a oferecer o serviço com implantação de parâmetros de qualidade de serviço (QoS) fim a fim e ajustes pontuais na configuração.

Independente dos testes e da data de início da oferta comercial de IPTV, a rede da GVT continua em processo de ajuste fino para fornecimento de serviços de nova geração sobre banda larga, envolvendo velocidades e aplicações de gerenciamento que exigem as mesmas condições do IPTV.

Enquanto não há uma definição da PL, a empresa estuda alternativas de parcerias, utilizando a tecnologia DTH para viabilizar o lançamento do serviço por meio de um parceiro ou ainda em formatos diferenciados de vídeo sob demanda.

Apesar das alternativas possíveis, a prioridade é adotar um modelo que utilize plenamente o potencial da rede de banda larga, que tem capacidade de transmissão e padrão de qualidade superiores em relação às demais operadoras de banda larga e TV a cabo.

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