O Heimdall, boletim informativo sobre ciberameaças da ISH Tecnologia, informou que hackers do Irã estão utilizando técnicas aprimoradas de engenharia social para invadir servidores de diversas organizações. A novidade é que eles não estão tentando alcançar órgãos governamentais, mas sim empresas privadas do Ocidente e do Oriente Médio. De maneira geral, representam entidades de mídia, universidades, ativistas e serviços de advocacia.
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Segundo o boletim, o grupo iraniano responsável por esses ataques é conhecido como APT42. Eles utilizam disfarces de jornalistas e organizadores de conferência para conquistar a confiança de seus alvos antes de aplicar os golpes. Esse contato inicial, caracterizado pela disseminação de convites e documentos aparentemente autênticos, possibilita uma entrada aos sistemas nuvem das vítimas, graças a obtenção de credenciais.
Depois de obter os dados e informações dos usuários, os cibercriminosos enviam os conteúdos para o Irã e utilizam artifícios sofisticados para evitar a detecção da operação. O ATP42 também é responsável por atividades digitais maliciosas que fazem o uso de malwares e backdoors.
Apoiado pelo governo iraniano, o grupo tem suas operações alinhadas com a IRGC-IO (Inteligência do Irã), responsáveis por identificar e neutralizar ameaças externas e interrupções internas na República Islâmica. Além disso, é perceptível que a cada ataque cibernético o ATP42 tem aperfeiçoado suas técnicas de invasão e roubo de dados sensíveis.
Histórico de ataques
De acordo com a equipe de cibersegurança da ISH, o grupo de hackers iranianos esteve envolvido, no ano de 2023, em duas operações mal-intencionadas, que se basearam em ataques de spearphishing. De modo, geral essa ação maliciosa consiste em técnicas altamente desenvolvidas para a prática específica de crimes digitais.
Essas operações realizadas no último ano consistiram em um esquema elaborado de engenharia social e teve como alvo algumas reuniões de Google Meet, entidades de mídia e ONGs. Por meio de convites com links fraudulentos, os hackers faziam o primeiro contato com as vítimas, conquistavam sua confiança e colocavam seus planos em prática.
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