Lee Jae-yong é acusado de autorizar repasses de até US$ 37 milhões como suborno para governo sul-coreano aceitar fusão entre filiais da empresa.
O herdeiro do grupo Samsung, Lee Jae-yong, foi preso na última sexta-feira (17/2) por determinação do Tribunal do Distrito Central de Seul, na capital da Coreia do Sul. Ele é acusado de estar envolvido no escândalo de corrupção do qual a Samsung faz parte e que provocou à queda da presidente Park Geun-hye em dezembro do ano passado. Jae-yong dirige a Samsung atualmente, já que seu pai, Lee Kun-hee, está incapacitado desde que sofreu um infarto em 2014.
Promotoria sul-coreana pede prisão de VP da Samsung
O executivo é suspeito de ter autorizado o apoio financeiro de US$ 37 milhões da Samsung a Choi Soon-sil, amiga íntima da presidente Park Geun-hye, em troca da autorização do governo sul-coreano na fusão de duas filiais da empresa. A Justiça do país ordenou a prisão após a Promotoria apresentar provas adicionais sobre as acusações de suborno, obstrução à justiça e violação da lei sobre a transferência de ativos no exterior, entre outros crimes.
Em seu segundo dia de interrogatório, Jae-yong negou todas as alegações e afirmou que o valores repassados para as organizações ligadas a Choi foram realizadas sob pressão da presidente Park, diz a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O executivo também disse que não esperava receber nenhum benefício em troca do repasse.
Por outro lado, Jae-young admitiu que realmente repassou US$ 37 milhões para organizações ligadas a Choi. Ele deverá ficar preso durante o prazo de 20 dias.

