Estudo da companhia mostra que VR precisa de maior largura de banda e recursos sob demanda, devido a alta qualidade de vídeo necessária.
A Huawei divulgou o seu estudo sobre os Requisitos da Rede de Apoio Orientada à VR para atender à crescente demanda por serviços de realidade virtual (VR, na sigla em inglês), bem como as implicações para as operadoras de telecomunicações. O trabalho aponta que, para oferecer uma experiência VR de alta qualidade e envolvente, será preciso grande largura de banda, baixa latência e recursos sob demanda.
Essas características de redes são explicadas pela maior qualidade de vídeo necessária para uma experiência VR. O estudo explica que os serviços VR requerem imagens maiores e com uma resolução maior do que os serviços de vídeo tradicionais. A qualidade do vídeo VR será gradualmente aperfeiçoada e dividida em fases, incluindo pré-VR, VR do segmento de entrada, VR avançada e ultimate VR.
Na fase pré-VR, a resolução da tela é de 4K ou inferior e a largura de banda mínima necessária é de 25 Mb/s. Na fase VR do segmento de entrada, a resolução da tela é de 8K e a largura de banda mínima necessária é de 100 Mb/s. Na fase da VR avançada, a resolução da tela é de 12K, a taxa de frames é ampliada para 60 frames por segundo (FPS) e a largura de banda mínima necessária é de cerca de 400 Mb/s. Já na fase da ultimate VR, a resolução da tela é de 24K ou maior, a 3D torna-se comum e a largura de banda mínima necessária é de 1 Gb/s para garantir uma experiência VR superior.
Shopping faz campanha de Natal com realidade aumentada
O estudo também detalhou como uma maior resolução requer maiores capacidades de processamento de imagens. A renderização VR na nuvem é essencial para os serviços e impõe requisitos rigorosos sobre a latência da rede.
O tráfego ultralargo do serviço VR também aumenta a intensidade do efeito de maré na rede. Devido à significativa diferença entre o pico do tráfego e o tráfego médio, apenas os serviços sob demanda na rede podem garantir a experiência do usuário. Os recursos sob demanda incluem escalonamento flexível, largura de banda e latência sob demanda.
A Huawei afirma que, para tornar a VR possível e levar os serviços de comunicações e entretenimento para o próximo nível, as redes precisarão se desenvolver para habilitar um baixo consumo de energia, grande capacidade, otimização da arquitetura de rede e expansão da capacidade.
Para transformar o potencial da VR em realidade e abrir novas oportunidades para as operadoras, a companhia acredita que precisa haver uma maior compreensão das pressões que os serviços VR exercerão sobre as redes e de como elas precisam evoluir para fornecer uma experiência de usuários envolvente.

