A Huawei lançou uma nota propondo o debate com o governo dos Estados Unidos e propor medidas efetivas para garantir a segurança do produto. O pedido vem semanas após os norte-americanos imporem um banimento aos equipamentos da Huawei, acusando a empresa de espionagem a serviço do governo chinês.
Vodafone nega que equipamentos Huawei tenham dado acesso não permitido à empresa chinesa
A Huawei se diz líder na tecnologias 5G e que a “restringir de fazer negócios no país não tornará os EUA mais seguros ou mais fortes; em vez disso, servirá apenas para limitá-lo a alternativas inferiores e mais caras”. A empresa afirma que a decisão vai deixar o país atrasado na implantação do 5G e, eventualmente, prejudicar os interesses das empresas e consumidores locais.
A companhia também fez ameaças veladas quanto à infração de seus direitos e que a proibição levanta sérias questões legais. A Huawei já entrou com um processo contra os Estados Unidos, em março, no qual diz que o banimento é inconstitucional. No mesmo documento, a empresa afirma que o governo nunca apresentou prova da suposta espionagem e que, dos 170 países no qual atua, os EUA são os únicos a acusá-la de tal ato.
Para o governo do presidente Donald Trump, no entanto, os equipamentos da Huawei tem sido utilizados para espionar as comunicações no país. Por isso, foi proibida a compra de qualquer solução Huawei por órgãos governamentais ou por operadoras que atuem no país. Trump também vem fazendo pressão para que outros países façam o mesmo (veja a imagem).

Além da acusação de espionagem, a Huawei enfrenta outros processos nos EUA. O Departamento de Justiça acusa a empresa de violar o bloqueio econômico que os EUA impõe ao Irã, proibindo que qualquer empresa ou país faça acordos comerciais com ele. Foi esse o motivo que levou a prisão da CFO da Huawei, Meng Wanzhou, no Canadá, em dezembro de 2018. A executiva foi solta sob fiança.

