O Ibmec, rede de Ensino Superior no Brasil, está expandindo sua atuação acadêmica com o Centro de Estudos Aplicados do Ibmec (CEAP), iniciativa dedicada à pesquisa, produção de dados confiáveis e ao desenvolvimento de conhecimento aplicado. Os dois primeiros núcleos criados a partir do CEAP geram dados e análises sobre temas como inteligência artificial, transição energética, tributação e inovação tecnológica.
CONTEÚDO RELACIONADO: Apagão cibernético: a nuvem caiu, o varejo também
Coordenado por Gustavo Macedo, professor e especialista em inteligência artificial, diplomacia científica e inovação, além de consultor da Unesco para IA, o Centro de Pesquisa Aplicada em IA e Mercado do Ibmec-SP tem o propósito de analisar criticamente o papel da inteligência artificial na economia brasileira. Seu primeiro estudo, lançado recentemente, revelou um apagão de dados sobre o uso de IA no Brasil, mesmo com o investimento robusto de empresas e do governo na área.
Segundo o levantamento, o Brasil carece de informações sólidas, atualizadas e acessíveis sobre o uso de inteligência artificial nos setores público e privado, o que dificulta o acompanhamento dos impactos e a formulação de políticas eficazes. “Sem dados estruturados, não é possível medir impacto, identificar gargalos ou propor políticas públicas eficazes. É como investir em uma usina sem saber se ela está ligada ou onde está distribuindo energia”, diz Gustavo Macedo.
O centro busca se consolidar como um espaço de conexão entre produção acadêmica, dados públicos e debate estratégico, unindo professores, estudantes e especialistas de mercado para pensar o futuro da IA no Brasil de forma ética e segura.
Estudos em Inovação no RJ
No Rio de Janeiro, o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Inovação (NEPI) em Energia, organizado pelo professor Clayton Jones Alves da Silva, coordenador do curso de Engenharia do Ibmec-RJ, tem foco nas áreas de Direito e Negócios. O projeto terá inicialmente três linhas principais de pesquisa, todas voltadas para o setor de óleo, gás e biocombustíveis. O primeiro, dedicado a Meio Ambiente, Sustentabilidade e Descarbonização; o segundo, Tributação e Impactos da Renda do Petróleo, além da Reforma Tributária no Setor Energético; o terceiro, Inovação e Tecnológica na Indústria de Petróleo e Gás.
O núcleo do Rio conta com um grupo de 11 pesquisadores, entre eles mestres, doutores e graduados, que dedicarão suas atividades para articular pesquisa aplicada, atividades de produção científica e análise técnica de dados. O núcleo também visa captar investimentos para laboratórios e bolsas de pesquisa, e pretende se tornar referência nacional na produção de conhecimento estratégico sobre energia.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

