Relatório da indica crescimento dos ataques, tanto no País quanto na média global. Empresas pretende investir o dobro em tecnologias de segurança na comparação com 2017.
O Relatório Global de Fraude & Risco 2017/2018 da Kroll, especializada em gestão de riscos e investigações corporativas, aponta que 89% dos executivos brasileiros já sofreram uma fraude cibernética em suas companhias. O índice subiu 13 pontos percentuais comparado a 2016 e indica que medidas de conscientização e soluções de cibersegurança não conseguiram diminuir alto número de ataques. Os dados globais do estudo, realizado com 540 executivos de todos os continentes, mostram que 86% dos executivos já foram atacados.
Apenas 4% das empresas estão prontas para enfrentar ataques cibernéticos, alerta estudo
Quase metade dos casos brasileiros foram contaminações por códigos maliciosos (45%) e outros 37% por phishing por e-mail, o que leva os 63% dos respondentes a continuarem preocupados com a vulnerabilidade do sistema a novos ataques. Os alvos das ameaças se concentraram em informações dos clientes (47%) e segredos industriais ou de pesquisas (44%), sendo que os agentes foram em sua maioria ex-funcionários (32%) e concorrentes (21%).
Para 80% dos entrevistados, as fraudes impactaram negativamente a privacidade, segurança e satisfação dos consumidores, além do moral dos funcionários. De acordo com a Kroll, as empresas brasileiras, principalmente as pequenas e médias, não dão a prioridade necessária à cibersegurança. AA consequência é que controles e políticas nem sempre estão orientados pelo negócio, e isto pode impactar a eficiência dos investimentos.
Dados globais
Comparado ao índice global do relatório de 2016, o número de empresas atacadas subiu apenas 1%, passando para os 86% em 2017/2018. A infecção por códigos maliciosos foi o tipo de incidente mais frequente (36%), seguido de perto por phishing via e-mail (33%) e violação ou perda de dados de funcionários, clientes e segredos industriais (27%). Já o principal tipo de incidente que mais preocupa os executivos é a perda ou roubo de informações sigilosas, apontada por 29% dos entrevistados.
Software e sites vulneráveis foram os pontos mais explorados pelos malfeitores para conseguir o acesso, com 25% e 21% dos casos respectivamente. As fraudes foram perpetradas por cibercriminosos (34%), ex-funcionários (28%) e concorrentes (23%).
Mais da metade dos entrevistados acredita que sua empresa ainda está vulnerável a vírus (62%), violação de dados (58%) e phishing por e-mail (57%). Os setores mais impactados por fraudes cibernéticas em 2017 foram construção, engenharia e infraestrutura (93%), telecomunicações, tecnologia e mídia (92%) e serviços financeiros (89%).
Para lidar com os desafios, os executivos pretendem investir em mais tecnologia. O relatório prevê que até 2020 os gastos com segurança cibernética devem ultrapassar US$ 170 bilhões, mais que o dobro investido em 2017.

