Executiva Kate Montgomery, diz que, nos próximos anos, empresa vai aumentar sua ação de vendas no País, cujo mercado de voz e dados por satélite tem muito espaço. Empresas como petrolíferas, mídia e construção fazem parte da estratégia de negócios.
A operadora de comunicações móveis via satélite, a Inmarsat, apresentou nesta quinta-feira (25) sua nova linha de produtos de comunicação satelital, o BroadBand Global Area Network (Bgan). Segundo a gerente de serviços móveis terrestres da Inmarsat, Kate Montgomery, a empresa disponibilizou três satélites para usar essa tecnologia, que inclui voz, dados e acesso remoto com cobertura mundial. Hoje, a operadora possui 11 satélites em funcionamento no espaço, sendo que o último lançado, o I-4, teve um investimento de $ 1,5 bilhão de dólares.
Kate afirma que este ano e para os próximos, o Brasil, apesar de não ter boa representatividade dos 33 mil clientes, é visto como a “bola da vez mundial” para a realização de negócios, o qual a empresa aumentará sua ação de venda na região. “Estamos com seis executivos no País trabalhando para divulgar a nova tecnologia”, diz. O foco da Inmarsat será as companhias petrolíferas, governo, empresas de mídia, mineração, construção e o setor marítimo.
Desde 2008, os serviços eram comercializados pela Embratel. A partir deste ano, segundo a executiva, a empresa será representada pela OnixSat, Tesacom e Arycom. Entre as estratégias de vendas, Montgomery informou que vai oferecer o produto com um preço promocional para o modelo mais simples, por 250 dólares, incluso tarifas de importação. Junto a isso, “os novos produtos serão comercializados com 30% de descontos e também oferecemos um valor flexível, de acordo a cada necessidade”, complementa.
A tecnologia Bgan possui quatro bases de serviço, que são: dados; streaming, voz sobre IP; e texto. A conexão possível é de 32, 64, 128 e 256 kbps, há suporte para serviços de tele e videoconferência pelo streaming e a telefonia é VoIP. Já a cobrança pelos serviços de dados não foi revelado, porque a executivo diz não conhecer os preços de taxa do Brasil, como é o caso dos EUA que a cobrança é de 3,50 dólares para cada Megabit utilizado. Sobre a legacidade, segundo Montgomery, a plataforma se integra a outras soluções utilizadas em uma empresa.
Para a comunicação de dados e voz, o satélite utiliza a freqüência da Banda L. “Essa freqüência é a mais segura, além de ser utilizada pelas empresas marítimas”, explica a executiva. O Bgan estará disponível no mercado brasileiro a partir de outubro.
Celular por satélite
A Inmarsat também apresentou o telefone móvel satelital, o IsatPhone Pro, que usa o mesmo satélite dos serviços Bgan. O “handheld”, que tem uma aparência de celular, possui dispositivos de voz, mensagem de texto e email, GPS e Bluetooth e sua cobertura é global.
Em relação aos resultados de fracassos que ocorreram no mercado mundial de telefonia móvel satelital, Kate enfatizou que a utilização desse sistema cresce mundialmente e que a tecnologia está cada vez mais acessível no mundo. “Ela (satélite) atende tem a vantagem de realizar atendimento geograficamente e serve para cada situação específica”, diz. O produto estará disponível em junho deste ano.
Kate Montgomery não tem uma base do número de clientes por aqui e também não sabe avaliar a meta para o mercado nacional, durante os próximos anos. “O que eu sei é que, em relação aos outros países da América, o Brasil possui um mercado muito promissor para esse modelo de negócio e tem espaço para todos os concorrentes”, afirma.

