Tendência apoia PME’s.
O banco internacional de pequeno porte Umpqua, dos Estados Unidos, se tornou um community banking: auxilia pequenas e médias empresas (PME) a divulgar seus produtos e serviços, numa espécie de Groupon para o comércio local, que atrai e fomenta o comércio social. “Não é somente um entra e sai rápido de clientes, é um serviço de valor agregado. Este banco oferece até aulas e filmes”, explicou Jörgen Ericsson, da Cisco, na conferência “The New Era of the Consumer Experience”, que aconteceu no Ciab Febraban.
No Japão, o Citibank elaborou sua atuação vislumbrando o cenário de grandes cidades, grande volume e clientes com pouco tempo. “A interação envolve auto atendimento, vídeo conferência, acesso a mídias interativas, além de informações sobre o que acontece na cidade e informações de produtos”.
Os clientes de maior porte do HSBC quando viajam têm seus perfis e históricos bancários reconhecidos via dispositivos de radiofrequência em outras agências fora de seus países de origem e têm as mesmas condições de crédito e atendimento diferenciado, possibilitando que os atendentes se tornem consultores globais.
O executivo ainda mencionou que no Canadá há bancos trabalhando com vídeo conferência para atender clientes que têm casas de veraneio em diferentes locais, inclusive regiões em que não há bancos, e têm conseguido fazer com que os mesmos retornem às agências mais rapidamente, estreitando o relacionamento . “Outro avanço de destaque é o banco JP Morgan, que deixou de usar papel nos depósitos em cheque”.
Ericsson afirmou outra abordagem de sucesso, a do Bank of Americas: “quando introduziram o Internet Banking de forma mais impessoal, conseguiram adoção de cerca de 11% dos clientes. Ao colocarem seus funcionários para apresentar pessoalmente aos clientes as vantagens daquela tecnologia, 50% começaram a usar”.
O palestrante ainda elogiou uma solução descoberta na feira: “caixas com reconhecimento facial, que registram quando clientes não finalizaram uma transação. Se uma outra pessoa tenta usar as informações para uma operação diferente na sequência, o acesso é bloqueado, prova de que os bancos têm se empenhado globalmente usando a tecnologia a seu favor”.

