Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas adquiriu FortiAuthenticator 1000D para controlar mais de 30 mil acessos por dia.
Durante o ITGX SecureIT 2016, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, demonstrou como conseguiu resolver o problema de controle de acesso às suas bases de DOS. O instituto conta com 1,2 mil usuários internos e um número ilimitado de usuários de todo o pais entre pesquisadores, acadêmicos, especialistas e visitantes, que representam mais de 30 mil acessos diários. A questão era como fazer o controle desses usuários externos sobretudo após a aprovação de Marco Civil da Internet.
Marco Civil aumenta burocracia nas empresas
Sergio Mirsky, CTO da ITGX, explica que era necessário uma infraestrutura que fosse escalável e um sistema de autenticação válido tanto para redes fixas e sim fio. A empresa tinha um AD e um proxy e passou a adotar o FortiAuthenticator 1000D integrado com o AD. O sistema passou a ser o centro de autenticação dos 1,2 mil usuários internos e também dos externos, com autenticação de cadastro via Facebook ou e-mail. Além disso, o Fortigate passou a ser o core da rede segregada em 11 VLANs.
“Antes de 2013 a Fiocruz não sabia quantos ataques sofria. Em 2014, foram identificados dois ataques e, em 2015, foram 387 ameaças, sendo que nenhuma foi efetivada. A solução foi adotada para o Instituto ficar compliance com o Marco Civil”, informou Mirsky.
O último estudo de caso apresentado no evento foi a indisponibilidade de rede de uma universidade que atua em 16 capitais, conta com milhares de alunos e tem uma infraestrutura baseada em data center local e externo na Equinix, interligados por uma rede MPLS corporativa. O problema ocorreu com o sistema de e-mail: o servidor passou a consumir 100% da capacidade da CPU e da memória e ficava indisponível.
“A ITGX analisou o firewall e o antivírus e não encontrou nada. Ao analisar o log viu milhares de conexões por segundo vindo de um sistema de requisição de viagens. Havia um e-mail errado que estava fazendo o sistema entrar em looping, derrubando o servidor de e-mail. Não havia visibilidade de onde estava vindo o ataque porque não era externo e sim interno”, explicou Mirsky.
Jorge Mendes, sistem engeneering da Fortinet, apresentou a solução Internal Segmentation Firewall (ISFW) que permite um controle do tráfego interno da rede. Ele lembrou que a rede pode ser acessada via mobile, home office, via nuvem e todos os caminhos fora do core são possíveis pontos de entrada de malware.
“O ISFW tem mais controle do que está passando no tráfego interno. A rede interna conta com links de alta capacidade e a solução acompanha essa velocidade para permitir uma boa experiência ao usuário. Pode ser usado para análise do tráfego da rede corporativa e se integra a ambientes virtualizados VMWare e Microsoft. A universidade levou dois dias para identificar o problema porque não tinha visibilidade do tráfego interno. Com o ISFW é possível detectar tentativas não autorizadas de acesso”, conclui.

