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Interesse no SDN cresce no Brasil, mas empresas ainda estudam implementação

ALE, Avaya e Juniper afirmam que o setor tem crescido rápido, mas clientes ainda estudam se vão ou não migrar para a solução.

No mês passado, o IHS divulgou dados do mercado mundial de switches para redes definidas por software (SDN) que apontam o crescimento de US$ 1,4 bilhão até o fim de 2015. Para a consultoria, o mercado de SDN deverá ser solidificado em 2016, e popularizado em 2017. No Brasil, a solução ainda é novidade e poucas companhias têm planos para implementá-la. Grandes players do setor, como Juniper, Alcatel-Lucent Enterprise (ALE) e Avaya, apostam que o ano de 2016 será a oportunidade para as empresas investirem na tecnologia, principalmente como redução de custos.

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Para o presidente da Juniper no Brasil, Claus Troppmair, o Brasil demorou em investir no SDN, mas, nos últimos meses, o setor tem crescido mais rápido. “O mercado amadureceu e a crise econômica tem forçado as corporações a encontrar soluções para reduzir custos”, diz. Essa redução pode chegar a 30% no investimento de capex e opex, segundo ele.

Apesar de apostar no crescimento do setor, o executivo afirma ter apenas um cliente implantando a tecnologia atualmente. De acordo com Troppmair, muitas empresas ainda estão estudando o SDN, um processo que ele chama de implementações de aquisições. “São cerca de três operadoras de telecomunicação e 15 clientes corporativos nessa fase.” Ele ainda diz que três segmentos são promissores: telcos, data center e financeiro.

Já a ALE apresenta outro tipo de estratégia e ainda está sondando o mercado no Brasil. David Rodríguez, desenvolvedor de Negócios em Dados para Caribe e América Latina da companhia, diz que a Alcatel-Lucent tem apresentado as vantagens do SDN e está prospectando grandes data centers e corporações. Segundo ele, cinco clientes estão analisando a solução.

Para atrai-los, Rodríguez aposta nas vantagens de orquestração automatizadas de SDN, além da proposta de unir a tecnologia com as soluções cloud que, segundo ele, se complementam. “A compensação do SDN é melhorar a produtividade e disponibilidade para os usuários, que precisam de velocidade para entregar tarefas mais rápido”, diz. Para ele, a rede definida por software traz maior flexibilidade para a nuvem.

Na visão de Romulo Gonçalves, consultor de Rede da Avaya, a crise e a maior adesão ao cloud computing e à Internet das Coisas tem influenciado no crescimento do SDN. “Três clientes já implantaram a solução e temos outros dez buscando implementação”, afirma. O executivo também concorda que os mercados de data center e operadoras de telecom são os mais promissores, mas outros setores também vêem vantagens na redução de custos, como o de contact center.

De acordo com ele, boa parte da arquitetura SDN da Avaya já está disponível no Brasil, o que barateia a migração. Gonçalves também diz que a companhia possui uma estrutura de canais forte, com parcerias no desenvolvimento de novas tecnologias, como a videovigilância com SDN. “É uma solução de automatização de câmera, mais escalável”, explica.

2016 será o ano do SDN?

Os três executivos concordam que 2016 será a grande oportunidade para o mercado de SDN se consolidar no Brasil. Troppmair, da Juniper, acredita que, dos 18 clientes que estão testando a tecnologia, a maioria acabe implantando o SDN. “2016 será o ano da virada para o SDN”, afirma.

Gonçalves, da Avaya, também concorda e diz que a expectativa é que o mercado deslanche no próximo ano. “O SDN vai virar realidade devido aos benefícios”, afirma. Já a ALE tem uma visão mais moderada e Rodríguez diz que a meta é posicionar a solução no mercado, conquistando alguns clientes em 2016.

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