C3 SoluçõesManchete

Investimento em infra de fibra é 56% menor que em cabos tradicionais, aponta Nokia

Comparação da fabricante foi feita em novas implementações; solução POL traz melhor gerenciamento e redução de custos em cabos e manutenção.

fibra.otica2A Nokia promoveu ontem (27/9) um webinar no qual apresentou sua solução para substituir os tradicionais cabos ethernet por fibra óptica dentro de corporações. Batizada de Passive Optical LAN (POL), a solução utiliza a tecnologia GPON para aumentar a velocidade de banda disponível e reduzir a quantidade de componentes e de infraestrutura, diminuindo custos e trazendo eficiência operacional.

De acordo com estudos de casos da Nokia em novas implementações, é possível ter redução no investimento em CAPEX de até 56% utilizando a POL na comparação com infraestruturas tradicionais, principalmente pelo menor uso de cabos (veja no gráfico abaixo). O ganho no OPEX é de 54%, bastante influenciado pela diminuição dos custos de manutenção. Para a comparação, a companhia usou como exemplo um prédio novo com 2 mil pontos de conexão e dez andares.

*Valores em dólares. Fonte: Bell Labs/2015. (Divulgado por Nokia).

*Valores em dólares. Fonte: Bell Labs/2015. (Divulgado por Nokia).

Reinaldo Gonçalves, gerente de Soluções para Banda Larga da Nokia, explica que esse tipo de infraestrutura pode ser viabilizada trocando a enorme quantidade de cabos e de suítes por uma Optical Line Terminal (OLT), que se conecta a terminais ópticos, atuando como um suíte. Dessa forma, segundo ele, é possível obter uma rede de quase 2,5 GB/s com alcance de até 20 km.

O gerente destaca a distância como um dos principais benefícios da infraestrutura óptica, devido à necessidade atual de empresas utilizarem grande quantidade de cabos para interligarem prédios. “Com cabos CAT, o alcance máximo é de 100 metros, o que pode não ser o suficiente para as empresas, obrigando a fazer emendas e utilizar mais suítes”, explica.

A gerência dessa infraestrutura também pode ser otimizada através de um software da própria fabricante, que pode pré-configurar os serviços da OLT e possibilitar a distribuição de quantidades de banda larga diferentes para cada setor de uma empresa, otimizando serviços que utilizam grande volume de dados, como um sistema de videovigilância IP.

O software também permite a localização de OLTs, além de mostrar todo o histórico do equipamento e quais os serviços que estão ativos ou inativos. Também é possível implantar novas OLTs via software.

Fortaleza ganha cabo submarino de fibra óptica internacional

Migrar para a POL compensa?

Se para infraestruturas iniciadas do zero a fibra óptica se mostra mais viável, o mesmo não pode ser dito de uma migração dos cabos para a POL. Gonçalves avalia que migrar totalmente para a nova tecnologia pode ser caro. “Uma opção é mesclar as duas estruturas, fazendo a mudança aos poucos e utilizando os cabos tradicionais na conexão final”, diz. Segundo ele, só na troca de suítes por OLT é possível ganhar eficiência energética e na largura da banda.

Já o ponto negativo da solução é a necessidade de utilizar todos os equipamentos, desde OLTs a modens, da Nokia. Isso porque, de acordo com Gonçalves, a comunicação entre os produtos não é aberta para outros fabricantes, pelo menos por enquanto.

O gerente lembra que a POL já está disponível no mercado brasileiro e que operadoras já utilizam. “Também contamos com assistências técnicas no País”, afirma. A Nokia ainda pretende lançar novos modelos de OLTs em 2017, menores e com menos portas, mas na mesma capacidade técnica das atuais.

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *