Desde 2002, o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecom (Funttel) investiu mais de R$ 700 milhões em inovações e em infraestrutura de telecom.
O Conselho Gestor do Funttel se reúne nesta quinta-feira (7) para análise e aprovação de novas regras de operação do fundo de investimento no setor de tecnologia.
Desde 2002, o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecom (Funttel) investiu mais de R$700 milhões no setor, para inovações e aplicação no mercado.
Os projetos financiados com recursos do fundo entre 2003 e 2010 já geraram frutos, entre eles, o desenvolvimento de servidores e equipamentos de redes baseados em protocolos Internet. Neste, os pesquisadores desenvolveram sistemas que permitem a evolução das redes comutadas (usadas no sistema de telefonia tradicional) para as redes baseadas em pacotes que permitem a transmissão de informações de várias fontes (como voz, vídeo e dados) por um mesmo canal (tecnologia típica da Internet). Trata-se das Next Generation Networks, conhecidas como redes NGN.
Para 2011, o setor espera uma nova remessa de recursos do Fundo. A proposta orçamentária prevê investimento de mais R$ 200 milhões. Esses recursos serão voltados a entidades públicas de pesquisa ou instituições privadas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos em telecomunicações.
“O Funttel é hoje o único mecanismo de fomento à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico específico para o setor de telecomunicações”, explica o diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações, Laerte Cleto.
Prioridades
A gestão dos recursos do Fundo ficou mais efetiva a partir de 2007. É que, nesse ano, o Conselho Gestor do Funttel aprovou uma resolução que formalizou uma nova estratégia de atuação. O documento estabeleceu áreas prioritárias para aplicação dos recursos e, desde então, o dinheiro se destinou principalmente a linhas específicas de pesquisa: comunicações ópticas, comunicações digitais sem fio, plataformas baseadas na conectividade IP e desenvolvimento de softwares para telecomunicações.
Com isso, os resultados dos projetos se tornaram mais aplicáveis ao mercado. Prova da nova orientação foi a repartição de recursos do último edital de financiamento de projetos, divulgado ano passado. Dos R$110 milhões disponíveis, 86% foram para pesquisas desenvolvidas por institutos que trabalharam em parceria com empresas.
*Com informações do Ministério das Comunicações.

