Para integradora, projetos de telefonia IP envolvendo a Avaya já representam 60% do faturamento. De olho nessa tendência, empresa acaba de se tornar um Avaya Certfied Specialist (ACS), certificação que atesta a capacidade de entrega de projetos baseados no sistema de comunicação IPO500, voltado para o segmento de pequenas e médias empresas.
Cada vez mais surgem informações no mercado de telefonia IP que atestam o sucesso do IPO500, produto criado pela Avaya para atender o segmento de pequenas e médias empresas. Um exemplo disso é a integradora IPConnection, que desde o lançamento do produto viu os projetos que envolvem equipamentos da fabricante atingirem 60% de seu faturamento. Em função disso, a empresa acaba de se tornar a primeira integradora brasileira a obter a certificação Avaya Certified Specialist (ACS), que a credencia para entregar projetos baseados no IPO500. “Nós já vendemos oito projetos no segmento PMEs que envolvem o uso da solução, sendo que destes, quatro já foram instalados”, comenta Alexandre Otto Dürr, diretor de Operações da IPconnection.
Segundo o executivo, a iniciativa visa oferecer ao usuário final serviços que vão além da telefonia tradicional. “Esse mercado pode contar com tecnologias convergentes de forma a ganhar vantagem competitiva perante as grandes corporações”, explica o executivo. Vale saber que a integradora nasceu para oferecer soluções baseadas em Asterisk, mas que rapidamente mudou seu foco. “O Asterisk é caro para as pequenas empresas, em função do desenvolvimento necessário, e também não atende bem às grandes corporações. Nenhum CIO coloca seu nome embaixo do Asterisk”. Para Alexandre Otto, o produto da Avaya serviu ao mercado PME como uma luva, já que oferece uma solução de um fabricante renomado a um preço bem acessível, além de oferecer vários módulos interessantes, como o de call center.
Trabalhando com os pequenos
Apesar da aposta da IPConnection no mercado PME, Otto admite a dificuldade de se trabalhar com empresas de menor porte. Segundo ele, projetos para esse tipo de clientes só valem a pena se vendidos como um “pacote”, que além do equipamento em si traga junto soluções para a rede e para segurança, por exemplo. No entanto, mesmo com essas dificuldades, a empresa tem expectativa de crescer neste segmento 20% até o final desse ano em termos de receita.

