Para juiz, o Uber sabia que ex-engenheiro da Waymo havia pegado documentos confidenciais de empresa especializada em carros autônomos.
A Justiça norte-americana ordenou que o Uber devolva os documentos confidenciais roubados da Waymo, unidade de carros autônomos da Alphabet, dona do Google. Na decisão do juiz William Alsup, o Uber ainda pode trabalhar em tecnologia de direção autônoma.
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No caso, um ex-engenheiro da Waymo, Anthony Levandowski, havia pegado arquivos que continham possíveis segredos comerciais da empresa. Após ser contratado pelo Uber, parte dessa propriedade intelectual foi “permeada” nos esforços de desenvolvimento de carros autônomos pelo próprio Uber. O juiz afirma que o Uber sabia, ou deveria saber, disso.
Alsup remeteu na quinta-feira passada o caso para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para investigação sobre possível roubo de segredo comercial. Ele também decidiu contra o pedido do Uber para uma arbitragem privada, que teria mantido grande parte do caso longe do público.
O juiz também mandou o Uber manter o engenheiro Anthony Levandowski longe dos trabalhos que envolvam a tecnologia de radar Lidar, usada pelos carros autônomos e que está no cerne da briga judicial com a Waymo.
Levandowski deixou a Waymo em janeiro de 2016 e iniciou a Otto, uma empresa iniciante de tecnologia voltada a caminhões autônomos comprada pelo Uber por US$ 680 milhões em agosto de 2016. Ele trabalhou na divisão de carros autônomos da Uber até o mês passado, antes de se afastar enquanto aguardava o processo judicial.
“A questão é que a evidência indica que o Uber contratou Levandowski mesmo sabendo ou podendo saber que ele pegou mais de 14 mil arquivos confidenciais que continham propriedade intelectual da Waymo”, escreveu Alsup. O juiz afirmou que a Waymo forneceu “evidência de que seu ex-engenheiro” fez download dos documentos que estavam nos computadores da empresa antes de deixar a companhia.
O juiz determinou que o Uber impeça que Levandowski e todos os outros funcionários da empresa utilizem os documentos e que os devolva para a Waymo até o fim deste mês.
Entretanto, o juiz disse que poucos dos supostos segredos comercias da Waymo foram identificados na tecnologia de carro autônomo do Uber e que as reivindicações de patentes da Waymo contra a empresa não têm mérito. Nem todos os 121 segredos comerciais reivindicados pela Waymo se classificam como segredos comerciais, acrescentou.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

