O marketplace Magalu anunciou, na última semana, a aquisição do KaBuM!, plataforma de e-commerce especializada em artigos de tecnologia e games. A compra consolida a empresa na liderança do e-commerce brasileiro e reforça a atuação no segmento de games. A empresa ainda divulgou a realização de um follow-on, que é a emissão de novas ações na bolsa de valores.
CONTEÚDO RELACIONADO – Zoom adquire Five9 por US$ 14,7 bilhões
O valor total da aquisição será pago em três etapas. A primeira parcela, à vista, é de R$ 1 bilhão. A segunda etapa envolve a transferência de 75 milhões de ações ordinárias do Magalu, ao longo de um ano e meio. A terceira etapa de pagamento – de até 50 milhões de ações – ocorrerá em janeiro de 2024 e será condicionada ao cumprimento de metas do KaBuM!.
Em um ano e meio, o Magalu adquiriu 21 empresas. A operação de compra do KaBuM! é a maior delas. A empresa, criada em 2003 em Limeira (SP), teve receita bruta de R$ 3,4 bilhões e um lucro de R$ 312 milhões nos últimos 12 meses. Em 2020, com novos hábitos de consumo estimulados pela pandemia, suas vendas cresceram 128% em relação ao ano anterior.
Com 2 milhões de clientes ativos, o KaBuM! oferece mais de 20 mil itens de tecnologia de ponta para profissionais e para o universo gamer. A partir de agora, essa plataforma passa a ser incorporada ao ecossistema do Magalu e operar em cooperação com o Jovem Nerd e o Canaltech, negócios recentemente adquiridos e que dialogam com o mesmo universo de clientes.
Follow-on de 150 milhões de ações
O Magalu também anunciou que deve emitir 150 milhões de novas ações. O sindicato de bancos responsável pela operação é liderado por Itaú e BTG Pactual e conta ainda com J.P. Morgan, Merril Lynch, Banco do Brasil, Bradesco, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Santander e XP.
Os recursos captados terão como destino a expansão do Magalu em novos mercados, investimentos em logística, com abertura de novos centros e hubs de distribuição, e o pagamento de aquisições estratégicas. Uma delas é a da Hub Fintech, realizada em dezembro de 2020, cuja compra – de R$ 290 milhões – foi concluída recentemente, após aprovações pelo Cade e Banco Central.
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter.

