Frente a frente, especialistas da Accenture, IBM, QlickTech, SAP, Microsoft e MicroStrategy discutem as melhores práticas, desafios e erros na adoção da plataforma de BI.
Alguns dos principais fornecedores do mercado de Business Intelligence estiveram frente a frente para falar sobre as melhores práticas em BI e abordar como a plataforma pode trazer um importante diferencial competitivo para as empresas.
O painel ‘Maximizando o Poder da Informação’, realizado na conferência Business Intelligence & Analystics Applications 2010, promovido pela IDC, reuniu Marcos Chomen, da IBM; Daniel Lázaro, da Accenture; Cristina Gamas, da QlikTech; André Petroucic, da SAP; Luiz Felipe Pimenta, da Microsoft; e Flavio Bolieiro, da MicroStrategy. A mediação do debate ficou por conta de Mauro Peres, country manager da IDC Brasil.
O primeiro tema discutido no encontro foi o erro que grande parte das empresas cometem ao gastar muito com ferramentas e não privilegiarem a qualidade da base de dados, garantindo informações qualificadas.
Pimenta, da Microsoft, garantiu que para a empresa esse aspecto é fundamental, e que a Microsoft disponibiliza tecnologias específicas que faz com que seu usuário final trabalhe com dados assertivos. Petroucic também ressaltou que a SAP foca na integridade dos dados, para que todos os executivos de uma empresa tenha uma visão única da informação. Já Chomen afirmou que a IBM se preocupa em trazer uma plataforma completa para o usuário, citando como exemplo o software IBM Information Management, que ajuda na gestão dos dados.
Cristina e Lázaro, da QlikTech e da Accenture, respectivamente, lembraram que existem muitas situações nas quais a plataforma ajuda o ERP da empresa a melhorar a informação disponibilizada ao usuário final. Do mesmo modo, “vemos o efeito colateral das empresas tratarem os dados e assim aprimorarem a ferramenta transacional”, explica Lázaro.
Já Bolieiro, da MicroStrategy, lembrou que os problemas não são só os dados, mas o conceito do que é cada indicador. “O indicador tem que ser visto da mesma maneira por todos os departamentos, por toda a empresa”, disse.
Desafios na implementação
Quanto à melhor maneira de se realizar a implementação de uma plataforma de BI, Cristina afirmou que para a QlikTech não existe implementações longas. “O fornecedor tem que ir à empresa e entender qual é o problema do seu cliente, onde ele terá melhor ROI, enfim. Vamos para solucionar uma questão”, explica a executiva.
Para Bolieiro, o principal é saber para que o BI será utilizado no negócio, qual o objetivo a ser conquistado com a sua implantação, lembrando que geralmente a utilização da ferramenta começa ou pela área que traz recursos para a empresa, como vendas e marketing, ou de custos, como a área financeira. “Geralmente a implementação começa com o objetivo de aumentar os lucros ou diminuir os gastos”, explicou o executivo.
As empresas fornecedoras afirmaram que as soluções de Business Intelligence também estão disponíveis para as pequenas e médias empresas, e deram dicas para as organizações, independente do porte, obterem sucesso na implementação da plataforma.
Segundo Lázaro, da Accenture, o projeto de análise das empresas tem que ser suportado pela tecnologia, e nunca ser voltado à tecnologia. “É importante que a empresa faça um business case da implementação, planeje prazos, custos, e aonde quer chegar com a solução”, completou.
Já Bolieiro afirmou que não existem soluções prontas, que resolvam todos os problemas de uma empresa. “Não se compra Inteligência. O que é preciso ter em mente na hora de se adquirir uma ferramenta de BI é o que se pretende com ela, o objetivo”. A opinião foi endossada por Cristina, que disse não existir soluções mágicas. Para ela, também é importante a empresa pensar em projetos rápidos, que rapidamente se transformem em valor.
O contraponto ficou por conta de Chomen, da IBM. “Se compra inteligência sim. Nós na IBM, por exemplo, não vendemos tecnologia, vendemos soluções de negócios”.
Por fim, Pimenta, da Microsoft, lembrou que não adianta a equipe de TI empurrar uma solução ou relatório que a área de negócios não quer. Ou seja, a solução tem que estar totalmente alinhada com os objetivos dos estrategistas da empresa. O executivo lembrou ainda que é difícil disseminar a cultura de uma tecnologia nova em uma organização. “Portanto, quanto mais funcional for uma ferramenta, mais fácil de aculturar a sua utilização”.

