São cerca de 200 câmaras antivandalismo.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo, Metrô, utiliza sistema implementado pela MPE, com projeto da AutoSense e tecnologia CFTV IP da Pelco, fornecida pelo Grupo Policom, para melhorar os métodos de monitoramento da segurança dos usuários em seu sistema, num estudo contínuo em busca das melhores soluções no mercado. Após estudos e levantamentos efetuados de sua equipe técnica foi necessária a aquisição desta solução, para controle em suas estações e dependências operacionais.
Segundo as empresas, é a primeira vez que um metrô da América Latina usa sistema de CFTV totalmente baseado em IP. A solução adotada foi primeiramente instalada na estação Sacomã, da Linha 2-Verde, que iniciou suas operações em janeiro de 2010. A partir de então, está sendo gradativamente expandida para outras estações e linhas, tanto que as novas estações da Linha 2-Verde, Vila Prudente e Tamanduateí , assim como o Pátio Tamanduateí, já foram contemplados.
O sistema de CFTV é utilizado para monitoramento por imagens em todas as áreas das estações, inclusive com acompanhamento em tempo real pelos Centros de Controle Operacional (CCO) e de Segurança (CCS), além das Salas de Supervisão Operacional (SSO) em todas as estações. Permite ainda gravação das imagens para avaliação, investigação de fatos que chamem a atenção e segurança pessoal/patrimonial.
Este sistema é composto por aproximadamente 200 câmeras PoE Pelco modelo IP110 antivandalismo, que trabalham em conjunto com o sistema de gerenciamento e gravação redundante (ENDURA), o que possibilita a melhor qualidade de imagem com banda extremamente limitada, além de permitir integração com os sistemas existentes no Metrô. As câmeras fornecidas são Dome fume, que impede que as pessoas que circulam saibam para onde as câmeras estão apontando.
A solução adotada neste projeto para cada uma das estações do Metrô contempla dois gravadores de rede NSM5200 de 12 Terabytes cada, que trabalham em tecnologia RAID 6 e possuem função fail over, ou seja, “se ocorrer alguma falha no primeiro gravador e parar a gravação, o equipamento transfere a operação automaticamente para o segundo gravador, garantindo a operação do sistema 24h por dia, 365 dias por ano”, explica Marcelo Melim, gerente de contas CFTV do Grupo Policom. “É possível ainda, em casos de emergência e perda total da gravação em uma estação, redirecionar automaticamente toda a gravação para uma outra, fazendo com que o sistema conte com contingência como nenhum outro”.
O sistema de CFTV IP usa cabeamento estruturado para a transmissão de imagens com aumento da qualidade, o que aprimora a resolução e quadros por segundo. A instalação e o comissionamento tiveram de ser feitos em curto espaço de tempo e, na maioria das vezes, das 00h00 às 04h00, período em que as linhas do Metrô de São Paulo não estão em operação. O monitoramento por imagens se tornou necessário em qualquer ambiente para viabilizar controle e segurança pessoal e patrimonial, pois um ambiente monitorado e gravado antecipa uma série de ocorrências e garante maior segurança aos usuários do sistema.

