Negócios

MGITECH reestrutura organização em três empresas independentes para crescer

Após um processo de reestruturação corporativa iniciado no fim de 2024, o Grupo MGITECH concluiu a separação das operações em três empresas independentes: MGI, focada em projetos, outsourcing e soluções de TI; MGD, dedicada exclusivamente à distribuição de equipamentos de tecnologia e MG.ia, uma consultoria especializada em IA. A mudança, que envolveu cisão societária, ajustes fiscais, incorporação de outra empresa do grupo e o ingresso de novos sócios, foi parte de uma estratégia de permitir que as empresas atuassem de forma independente e complementar.

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Fundada há mais de 34 anos como uma distribuidora da HP, a MGI evoluiu ao longo das décadas, incorporando camadas de serviços, software e locação de equipamentos. Porém, segundo o CEO do Grupo MGITECH, Fabio Taborda Marques, o modelo unificado gerava uma perda de excelência operacional e consequentemente de crescimento. “Quando colocávamos foco na distribuição, ela crescia enquanto a área de soluções recuava, e vice-versa. As dores, modelos de operação e necessidades de cada ecossistema são completamente diferentes. Entendemos que só a especialização traria estabilidade e crescimento sustentável”, comenta.

O ecossistema de distribuição exige agilidade, estoque competitivo e operação dedicada. Já o mercado de outsourcing e soluções requer profundidade técnica, reuniões, diagnósticos, recorrência de serviços e construção de projetos personalizados.

A estrutura unificada impossibilitava essa dualidade. Por isso, em 2025, o grupo separou a antiga filial do Espírito Santo, responsável pelas importações devido a benefícios fiscais, criou a MGD a partir da cisão, realizou toda a migração tributária, cadastral e operacional, incorporou outra empresa do grupo à MGI, transferiu equipes, celebrou novos contratos e reorganizou processos. Todo o movimento levou oito meses, sem interromper vendas.

“Apesar da complexidade natural do processo, a transição foi concluída sem interrupção de vendas e sem impacto para os nossos parceiros e clientes. A MGD precisa responder uma cotação em minutos. Já a MGI não pode ter esse ritmo, precisamos entender o projeto, fazer diagnóstico, construir solução. São naturezas opostas. Separá-las era o único caminho para entregar o melhor em cada frente”, afirma Marques.

Impacto no crescimento e projeção para 2026

A especialização entre as operações já se traduz em resultados mais consistentes. Em 2025, o Grupo deve encerrar o ano com um avanço sólido em receita, impulsionado por um crescimento acima de 30% nas duas empresas desde a separação, reflexo direto de um posicionamento mais claro, com ofertas complementares e foco no que cada uma faz melhor.

“Estamos colhendo um crescimento mais estável, sustentável e coerente com o ecossistema de cada empresa. A especialização nos aproximou dos parceiros e ampliou nossa capacidade de entregar valor”, reforça o CEO.

Com essa base fortalecida, o plano para 2026 é de uma nova aceleração, projetando o Grupo no patamar dos R$ 150 milhões, com ambas as operações ampliando participação nos mercados em que atuam.

Comparativo antes x depois da separação

Antes da separação, o crescimento era irregular e dependia do foco de cada trimestre, gerando oscilação constante. “Havia confusão entre modelos de operação, com estruturas que se chocavam e prejudicavam a eficiência. As margens eram pressionadas e as soluções apresentavam baixa escalabilidade. Além disso, as equipes atuavam sobrecarregadas, acumulando demandas incompatíveis entre si”, comenta Marques.

Já depois da separação, o grupo passou a registrar crescimento em ambas unidades de negócio acima de 30%, com estratégias independentes, estruturas próprias e metas claras. “A distribuição se tornou mais ágil e competitiva, enquanto a área de soluções ganhou profundidade técnica e aumento da demanda consultiva. A sinergia com parceiros e revendas também se fortaleceu de forma significativa”, complementa.

Agora, as metas incluem tornar a MGD o maior distribuidor de equipamentos robustos do Brasil e posicionar a MGI entre os quatro maiores integradores de TI do País, um patamar em que o atual quarto colocado fatura cerca de R$ 350 milhões, o que exigirá que a MGI multiplique seu tamanho por dez. “As metas são ambiciosas, mas agora temos estrutura e governança para crescer. A especialização nos permite escalar cada operação com profundidade, velocidade e clareza de propósito”, afirma Marques.

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