Rumores de periódicos norteamericanos após uma reunião entre as duas empresas fizeram as ações da Adobe subirem 11%. Steve Ballmer não confirma aliança, mas diz que “estão abertas as possibilidades com a Adobe”.
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Uma publicação por parte do periódico norteamericano The New York Times a respeito de um possível encontro de negócios entre os CEOs da Microsoft (Steve Ballmer) e Adobe (Shantanu Narayen), disparou os rumores de uma operação de compra por parte da Microsoft.
Esta manhã (8), Ballmer declarou que “estão abertas todas as possibilidades com Adobe”, mas não confirmou e nem desmentiu os rumores.
Depois do boato, a bolsa de Nova York refletiu esta expectativa de compra e as ações da Adobe subiram 11%, passando de US$21 para US$28,69 na Nasdaq. As da Microsoft também subiram, mas levemente. Em comunicado, a Adobe se negou a comentar detalhes do encontro e afirmou que “este tipo de reunião é habitual entre companhias milionárias”.
Um tema claro na agenda do encontro era a Apple, seu grande inimigo. Adobe viu como a empresa de Jobs denegria o “Flash” e impedia a utilização para criação de aplicações, ainda que recentemente tenha suavizado esta política. Curiosamente, a Microsoft também não dará apoio ao Flash nas primeiras versões de seu sistema operacional Windows 7, que será apresentado na próxima segunda feira (11).
A Microsoft aposta em sua própria ferramenta, Silverlight, ainda que não descarte aceitar o Flash em futuras versões do sistema operacional.
No entanto, uma operação de compra permitiria a Microsoft reforçar seus recursos audiovisuais na internet e na telefonia móvel, já que o Flash era utilizado em múltiplos sites para gráficos e imagens. Não é a primeira vez que se fala dessa possibilidade de compra, mas o fato de as autoridades antimonopólio terem bloqueado esta situação, foi um freio para possível aquisição.
O crescente peso da Apple no mercado dos celulares poderia permitir que ambas as empresas acrescentassem argumento em favor do acordo. De acordo com a Reuters, a operação de compra poderia ser o canal para a Microsoft ultrapassar os US$15 bilhões em receita.
*Informações de Agências internacionais.

