Três empresas disputam a liderança deste segmento que chega a movimentar mais de 50 milhões de minutos mensais. A concorrência acirrada, no entanto, não permite que os players abram seus números, mas o IPNews conversou com a Datora e o GT Group para conhecer como se comporta a oferta de minutos no atacado no País.
Monte uma operadora VoIP sem investir em rede ou se preocupar com os acordos de interconexão com as incumbents locais. Este é o mote de um segmento que vem crescendo a taxas extraordinárias (acima de 50% ao ano) e que ainda reúne grande potencial de expansão, segundo dois players importantes, o GT Group e a Datora.
A estimativa do mercado é que as operadoras VoIP em operação no País esteja consumindo mais de 50 milhões de minutos mensais, o suficiente para deixar a Datora plenamente satisfeita dos com seus negócios no último ano. “Hoje a Datora é a maior neste segmento no Brasil e na América Latina”, comemora Raul Fuchs, vice-presidente global de vendas da empresa.
Apesar da empolgação, ele prefere não revelar os números de faturamento da empresa, que está no mercado desde 1996, limitando-se a dizer que: “tem mais de 300 operadoras como clientes, e o potencial de crescimento é enorme”.
A certeza de Fuchs se baseia no fato de o Brasil já ser o 5º maior destino de ligações internacionais oriundas da Europa e dos Estados Unidos, com importante participação do tráfego VoIP, segundo pesquisas.
Também entusiasmada com o mercado, o GT Group tem a meta de chegar ao final de 2008 com 500 operadoras em carteira, concorrendo com a Datora e a EasyTone. Este de clientes permitirá à operadora, segundo Vanderlei de Arruda, diretor comercial da empresa, chegar à meta de comercialização de 70 milhões de minutos/mês.
Arruda acredita em um potencial de mercado seis a sete vezes maior do que a demanda atual. “Há muita operadora no interior do País consumindo uma quantidade grande de minutos e que ainda não foi explorada”, pondera.

