VoIP

NetJet VoIP dá a receita do R$ 0,04 por minuto

Em resposta às declarações do diretor da Hiperfone, o presidente da NetJet VoIP, Valter Baldussi, defende o preço da oferta reduzida e declara que o conceito QoS somente é válido com banda larga dedicada.

A terminadora NetJet VoIP declara que o preço praticado de R$ 0,04 o minuto é possível sim. Valter Baldussi, diretor-presidente da empresa, em resposta à declaração do diretor da Hyperfone, Emerson Reis, que afirmou ser “impraticável valores de quatro centavos”, explica como é possível vender com custos reduzidos e garantia de qualidade.

“A afirmação da Hyperfone não procede. Tenho planos com tarifas de R$ 0,04 e garanto que forneço qualidade aos meus clientes”, diz Baldussi. Contudo, o preço negociado pela NetJet VoIP somente é válido para ligações realizadas em São Paulo e Rio de Janeiro (apenas capitais) e com pacotes acima de R$ 1 mil.

A NetJet VoIP está situada em Curitiba, Paraná. O preço negociado na região sai por R$ 0,08 (também de acordo com o plano). “Quanto maior o preço do plano, melhores são as ofertas que consigo para meus clientes”, diz Baldussi. Para chegar a esses valores considerados “impraticáveis”, a terminadora negocia por atacado diretamente com as operadoras STFC (serviço telefônico fixo comutado) os pacotes de, no mínimo, dois milhões de minutos. “É por isso que as grandes operadoras de telecom não se preocupam com as empresas de VoIP. Somos concorrentes e consumidores”.


“Se a NetJet fosse uma operadora de VoIP, eu poderia comprar de várias STFC, de acordo com o preço. A princípio pode parecer vantajoso, mas assim eu não tenho condições de negociar. Com a maneira que praticamos faço acordo entre as principais companhias de telecom e compro o minuto a um preço muito baixo”, declara Baldussi. No caso das regiões SP e RJ, a empresa compra da Telefônica e Telemar. Há contratos também com a Embratel e CTBC.

Qualidade do Serviço

Oferecer preço baixo e garantir qualidade no serviço VoIP é um desafio que as companhias têm enfrentado no dia-a-dia. Para Baldussi, o conceito QoS depende exclusivamente da qualidade web. “O grande problema desse mercado é que as empresas vendem o serviço, mas não esclarecem a necessidade da reserva de banda. É preciso assumir o desafio de vender com verdade ao cliente: a boa qualidade depende da Internet do consumidor”.

O executivo também comentou sobre o novo selo de qualidade VoIP, lançado este mês. “Esse certificado deve servir de base para a Anatel quando for liberada a licença SCM às operadoras de VoIP”, sugere. Porém, afirma que ainda não solicitou a auditoria. “Decidimos deixar para o próximo ano”.

Baldussi faz um balanço do crescimento da oferta nos últimos anos e constata que o VoIP reduzirá ainda mais o seu preço. “Você sabe o quanto o VoIP representa em relação à telefonia fixa? Apenas 5%. Imagina quando esse percentual chegar a 50%, aí sim teremos redução no custo das ligações”, diz com entusiasmo.

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