O Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em julho, trouxe mudanças no mercado de telecomunicações e a promessa de que os pequenos provedores de Internet (ISPs) terão uma vida mais tranquila. Além de trazer um regime de controle de preços baseado em modelos de custo e ofertas de referência aprovadas pela reguladora, o novo PGMC traz a obrigatoriedade na troca de dados entre operadoras e ISPs.
A intenção é levar os provedores para os pontos de troca de tráfego (PTTs) de grandes provedores de conteúdo, como Google, Facebook, Netflix e Globo, para que tenham capacidade de transporte para prover o conteúdo diretamente para o consumidor final, beneficiando a experiência deste.
Segundo Fábio Casotti, gerente de Monitoramento de Relações entre Prestadoras da Anatel, o novo PGMC busca oferecer condições juntas para operadores em face daqueles estabelecidos em compartilhamento de rede. Ele participou de painel da Associação Brasileira dos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), realizado semana passada na Futurecom.
“Operadoras serão obrigadas a trocar tráfego de dados com ISPs. Temos regime de ofertas em mercados relevantes e, a partir dessas dinâmicas, elas terão que ter ofertas de referência para assegurar essa obrigação”, disse. O gerente ainda disse que o mercado de alta capacidade terá também ofertas de referência aprovadas pela agência e ofertas de tráfego de dados, que incluem as operadoras Algar, Copel, Oi, NET, Telefônica e TIM.
“A oferta de transporte obriga rede de alta capacidade até PTTs estabelecidos pela Anatel”, afirmou. “As condições são de condições são de fácil atendimento, o que deve garantir um número substancial de PPTs”, concluiu.

