
O CPQD começou a desenvolver o projeto Tecnologias Descentralizadas para Confiança na Internet, que visa aumentar o nível de segurança e privacidade no acesso a serviços digitais e de telecomunicações. A intenção é fazer com que aplicações de governo digital e a telefonia móvel fique mais seguranças a partir de tecnologias descentralizadas de comprovação da identidade do cidadão ou usuário. A iniciativa usa recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações (MCom).
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O projeto prevê o desenvolvimento de aplicações de interesse público como, por exemplo, o uso pelo cidadão de credenciais verificáveis, conforme padrão do W3C, para acessar de forma segura os serviços de governo digital. Também prevê aplicações específicas para telecomunicações para combate a fraudes no serviço de telefonia, por exemplo.
O CPQD ainda terá que fazer a validação das aplicações a serem desenvolvidas por meio de testes-piloto envolvendo parceiros como operadoras móveis e órgãos públicos responsáveis pela oferta de serviços digitais.
CPQD quer evoluir confiança digital
Um dos objetivos centrais do projeto é evoluir as soluções de confiança digital da mesma forma que é feita nos setores financeiro e de saúde, diz Gustavo Correa Lima, diretor de Tecnologia e Inovação do CPQD. A intenção é que o setor de telecomunicações ofereça a mesma experiência para clientes ao combater problemas como o das chamadas telefônicas fraudulentas, por exemplo. “Além disso, os resultados do projeto poderão trazer benefícios como acesso ágil e facilitado a serviços diferenciados da rede 5G”, afirma
Ele destaca que o novo projeto é um desdobramento de outro também desenvolvido pelo CPQD com recursos do Funttel, que foi concluído em dezembro de 2025: o projeto Tecnologias e Metodologia de Avaliação e Investigação de Segurança para Redes e Aplicações de Governo Digital. Esse trabalho resultou no desenvolvimento de componentes tecnológicos de segurança para mitigação de ameaças relacionadas à identidade digital de pessoas e coisas, representadas por dispositivos IoT, e ainda de metodologias de avaliação de segurança para as demandas do país em seu processo de transformação digital.
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