Parceria entre o município de São Leopoldo (RS) e Atlantis leva, por vídeo-monitoramento IP, mais segurança à população. O investimento total para o projeto será de R$ 2,2 milhões.
A Prefeitura da cidade gaúcha de São Leopoldo, com cerca de 210 mil habitantes, em parceria com a integradora Atlantis e o Governo Federal, implantou no município uma tecnologia que já apresenta resultados positivos em outras partes do País, como Campinas e Diadema, em São Paulo, e até mesmo no exterior, em capitais como Londres. O Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), teve início em fevereiro desse ano e baseia-se na instalação de diversas câmeras que possuem a tecnologia IP em pontos estratégicos dos principais bairros – em especial, no centro. Até agora, 27 câmeras Axis 233D foram espalhadas pela cidade, 1/3 na região central. Elas utilizam tecnologia Wireless com equipamentos ponto-a-ponto e ponto-multiponto (5,8 Ghz). "O motivo dessa maior concentração no centro, é em virtude de ser um bairro de maior circulação. As pessoas já comentam que se sentem mais seguras nesses pontos", explica Carlos Sant’Ana, Secretário de Segurança Pública de São Leopoldo. Segundo ele, havia relatos de furtos e roubos na região, que agora, estão diminuindo. "Ainda não temos números concretos sobre a diminuição, mas ela é evidente. Esses números dependem dos dados consolidados de outros gabinetes, também", conta. O SIM agrega a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito e a Secretaria do Meio Ambiente, além da de Segurança.
Parceria
O município encomendou um estudo junto à Universidade Rio dos Sinos, onde foi constatado que a implantação das câmeras traria benefícios à cidade. A localização foi definida, inclusive, com a opinião de populares. A partir daí, o levantamento de custos foi realizado e entregue para a SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Foi o início do desenvolvimento do projeto, vencido por licitação pela Atlantis. "Demos entrada na proposta junto ao Governo Federal no final de 2006. Foi parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Em 2007 o SIM foi aprovado e aberta a licitação, da qual a Atlantis saiu vencedora", conta Sant’Ana. Por conta da empresa, ficou a entrega e instalação das câmeras, assim como o treinamento dos profissionais que a operam. "A apuração das imagens é feita por profissionais treinados por nós mesmos, que recebem um curso específico para identificar uma atividade suspeita. O curso de manejo das câmeras foi dado pela Atlantis", complementa. A câmera sueca Axis 233D gera imagens em alta definição, mesmo com pouca luz ou más condições climáticas. Possui zoom de 35x, além de movimentos pan/tilt, possibilitando nível de detalhe para a identificação até mesmo de placas de veículos e reconhecimento facial.
Investimento
O Governo Federal entrou com R$ 886 mil e, o município, com R$ 177 mil (20%). "Esses são os números da primeira fase do SIM. Teremos nova abertura de licitação para a segunda fase, que vai receber ainda mais aporte financeiro", revela Sant’Ana. O fato da Atlantis ter ganho a primeira licitação não impede que ela participe da segunda fase. "Será uma licitação nos mesmos moldes da primeira. Vence quem apresentar a melhor proposta, seja a Atlantis ou não", finaliza. O investimento total para o SIM será de R$ 2,2 milhões.

