O Rich Communication Services (RCS) é o protocolo com forte potencial para substituir o SMS, mas que teve um início lento. Formado por um grupo de promotores do setor em 2007, ele foi incorporado à GSM Association, no ano seguinte, onde praticamente definhou por quase uma década.
CONTEÚDO RELACIONADO – Google lança serviço de mensagens em parceria com Claro, Oi, TIM e Vivo
Em 2018, o Google anunciou que estava trabalhando com as principais operadoras de telefonia celular em todo o mundo para adotar o protocolo RCS. O resultado é o Chat, um protocolo baseado no RCS Universal Profile – um padrão global para implementar o RCS que permite a assinantes de diferentes operadoras e países se comuniquem entre si.
O bate-papo está evoluindo para se parecer com o iMessage e outros aplicativos de mensagens, mas também há alguns extras planejados. O Google tem trabalhado com empresas para adicionar recursos úteis ao Chat para melhorar as comunicações, como mensagens informativas de marca e compartilhamento de conteúdo como imagens, videoclipes e gifs, ou enviar atualizações ao vivo sobre as próximas viagens e cartões de embarque, e talvez até mesmo permitindo que os clientes selecionem assentos de avião no Android Mensagens. O chat é independente de hardware, por isso funciona em vários dispositivos.
Mas mo Chat falta um elemento crítico: enquanto o protocolo RCS original permitia a implementação de criptografia cliente-servidor, o Chat não oferece criptografia ponta a ponta como iMessage ou Signal. Em vez disso, ele mantém os mesmos padrões legais de interceptação de seu predecessor SMS.
É possível que o Chat funcione no iOS, embora a Apple ainda não tenha suporte para o protocolo. Isso porque, com o iMessage, muitos dos excelentes recursos RCS já estão disponíveis para usuários do iPhone, caso eles se comuniquem com outros usuários da Apple. Nos Estados Unidos, os usuários da Apple representam 50% do mercado de smartphones, e a empresa se comunicou com a GSMA sobre a implementação do RCS nos últimos dois anos, mas nada sólido emergiu dessas conversas até agora.
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter

