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OpenStack está virando o padrão para o NFV, diz diretor de Arquitetura da Red Hat

Alto número de desenvolvedores faz com que solução se desenvolva rápido e cria diversos fornecedores diferentes, que oferecem uma padronização ao mercado.

O uso do OpenStack em projetos de virtualização das funções de rede (NFV, na sigla em inglês) foi tema da palestra de Boris Kuszka, diretor de Soluções de Arquitetura da Red Hat. Segundo ele, a tecnologia está virando um padrão nas implantações de NFV das operadoras, impulsionado pelo número de desenvolvedores da solução.

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A vantagem para a operadora na adoção da tecnologia é que ela evita ficar presa ao mesmo fornecedor. O diretor explica que em implantações de NFV tradicionais, ela ficará suscetível às atualizações do fabricante e, caso deseje trocar, terá que fazer um novo investimento em infraestrutura.

Como são quase mil empresas que fornecem OpenStack, além de 8 mil desenvolvedores independentes na comunidade, a empresa consegue se tornar independente. “Outro benefício é, como tem muita gente desenvolvendo, a solução evolui mais rápido”, lembra Kuszka. “A Red Hat, por exemplo, lança um release novo de OpenStack a cada seis meses.”

O executivo também explicou qual o papel da Red Hat nos projetos de NFV. O foco principal é fornecer o software responsável pela estabilidade da camada de infraestrutura, ou seja, o meio-campo entre a infraestrutura, o sistema operacional e os softwares. Depois disso, entra o OpenStack, que faz a automação dos sistemas computacionais, da rede e do storage.

O Ansible, software da empresa, é o responsável por automatizar os processos de TI e as implantações de virtualização. É ele quem garante que configurações sejam aplicadas a todos os appliances de rede, sem necessidade que alguém da TI faça o procedimento manual em cada um. O software ainda conta com um módulo para fazer o mesmo com dispositivos de IoT.

A Verizon foi uma das operadoras que a Red Hat forneceu a solução, em uma implementação realizada há um ano em cinco grandes data centers. “Contamos com uma infraestrutura que suporta a virtualização, composta por uma série de softwares. O OpenStack é a chave para colocar isso em produção e, em cima, a cama de suporte para rodar as funções virtualizadas.”

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