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TIM acelera adoção de NFV e planeja virtualizar 49 funções de rede em 2017

Planos da operadora era virtualizar 35% da rede até dezembro deste ano, objetivo subiu para 50%.

A virtualização das funções da rede (NFV, na sigla em inglês) é a aposta das operadoras para se adaptarem à digitalização que ocorre no mercado. A TIM tem esse posicionamento e quer virtualizar 49 funções da rede, o que corresponde a 50% do total. A informação é de Marco Di Constanzo, diretor de Redes Móveis da tele, que participou hoje de painel sobre o tema no Futurecom 2017, principal evento de tecnologia da América Latina realizado em São Paulo.

Ciena mostra que NFV também é para pequenas operadoras

Segundo ele, o planejamento da TIM, anunciado no mesmo local ano passado, era virtualizar 35% da rede até dezembro deste ano. Com a agilidade na implantação, a expectativa é que a operadora chegue em 2020 com 70% da rede virtualizada, com o restante ainda operando de forma física, “por se trata de um legado que não é necessário virtualizar”.

Devido a necessidade de mercado, o processo ocorreu 40% mais rápido do que o previsto. “O NFV é revolucionário, muda forma de conduzir processos e estamos conduzindo essa revolução sem pressa e sem pausa.”

De acordo com Jonas Santiago de Oliveira, diretor de Vendas e Arquitetura para América Latina e Caribe da Amdocs, a virtualização traz o benefício de inserir produtos inovadores e disruptivos de forma mais rápida no mercado de telecomunicações. “Traz novas receitas e se torna uma forma de bater de frente com as over-the-tops (OTTs)”, afirma.

“Com a virtualização, ganhamos na velocidade e elasticidade para suportar o lançamento de soluções, que pode levar em torno de seis meses em uma rede tradicional”, diz Constanzo, justificando a intenção da TIM com o projeto. Mas não é só criar serviços, o projeto vai trazer mais eficiência para a operadora e utilizar melhor os recursos computacionais.

A Oi também está em processo de virtualização. Mauro Fukuda, diretor de tecnologia e Plataforma da operadora, diz que a empresa está na fase de adequar a rede legada para que a implantação da virtualização seja simplificada. “Migrar para o NFV é um processo caro, por isso estamos nos preparando para a substituição do físico para o digital”, diz.

Ele defende a implantação do NFV como forma de se preparar para as tecnologias do futuro, com foco no 5G, que terá capacidade de conectar dispositivos com necessidades de baixas ou altas bandas. “Para que ele forneça a qualidade adequada para cada produto e não desperdice conexão, será necessário a virtualização da rede. Ela será o habilitador para o futuro tecnológico”, afirma Fukuda.

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