Rede própria deve chegar a 400 km em 2011.
A America Net, operadora nacional com soluções de voz e dados, conta com um trunfo para disputas no mercado de pequenas e médias empresas (PME): já trabalha com preços mais competitivos do que os estabelecidos no Plano Nacional de Banda Larga, graças à sua rede própria, que já bateu a meta de 2011 e chegou a 350 km no fim do primeiro semestre e deve completar 400 km no final deste ano. No ano passado, em que a empresa pretendia alcançar 270 km, a rede chegou a 300 km.
De acordo com José Luiz Pelosini, diretor de telecomunicações da empresa, o diferencial competitivo da fibra ótica proprietária não é a única razão dos valores mais em conta, que também se aplica ao suporte técnico: “as operadoras maiores têm um legado antigo, de manutenção cara, ao passo que trabalhamos com tecnologia escalável, mais barata de se manter”.
Segundo Daniel Ribeiro, gerente de marketing da companhia, a banda larga contratual é garantida. “Além deste serviço também estamos trabalhando com telefonia fixa aliada à portabilidade numérica. Focamos no PME que consideramos carente e mal atendido. Acompanhamos junto à Anatel as possibilidades de MVNO (operadora móvel virtual) e TV por assinatura, para ampliar futuramente os serviços para nossos provedores parceiros”.
A venda por atacado que a operadora realiza com os provedores acontece na grande São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. “Trazemos os provedores para ‘trocar tráfego’ aqui no PTT, Ponto de Troca de Tráfego, do qual fazemos parte e pela qual o serviço é agilizado, além de ganhar preço competitivo”, afirma Pelosini.
Ribeiro esclarece que a America Net ajuda os provedores a serem independentes. “Muitos não têm sistema autônomo e número próprio de IP. Atuamos com vinte empresas neste processo, mas estimamos que em dois anos, de 10 a 15% de nosso faturamento venha com este tipo de negócio”.
Os executivos têm acompanhado a expansão da rede da empresa conforme a demanda: daí a ampliação atingir Cotia, Vargem Grande e Diadema, na Grande São Paulo e agora foi iniciada a prestação de serviços também em Porto Alegre, sempre começando com a cobertura via rádio e aos poucos substituindo pela fibra ótica.
Ainda com relação ao PNBL, Pelosini analisa que o governo deveria incentivar as empresas a construírem suas redes, de forma a aumentar não só a capilaridade, mas também a velocidade. O executivo avalia que na telefonia fixa, em que a corporação também atua, o mercado tem acompanhado regiões em que as grandes operadoras não universalizam este serviço porque sai mais barato pagar a multa por não ter atingido as metas do que aumentar a atuação para regiões mais remotas.

